segunda-feira, 22 de junho de 2015

Brasil não sabe explorar o turismo, diz presidente da Accor

Há 21 anos no comando da rede de hotéis Accor no Brasil, o francês Roland de Bonadona vai deixar o posto no próximo dia 1º de julho. Ele passará a batuta para o colega Patrick Mendes, que há três anos dirige marcas da empresa na América do Sul.

Com 40 anos de experiência, Bonadona conhece de perto o mercado hoteleiro. Sob sua gestão, o número de unidades da Accor pulou de 22 para 260 na América Latina – 219 delas só no Brasil.

O executivo foi o responsável pelo lançamento das marcas econômicas da companhia por aqui, a família Ibis, segmento com a maior expansão dentro do grupo.

Em março, foi eleito presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, projeto que assumirá pelos próximos dois anos.

A EXAME.com, Bonadona concedeu sua última entrevista como presidente da Accor. Ele falou sobre sua contribuição para a empresa, o legado (e os erros) da Copa para o país, o ambiente de negócios por aqui e sobre seus novos planos. Confira os melhores trechos:

EXAME.com – A Accor no Brasil estava há mais de 20 anos sob o seu comando. Como vocês construíram o processo de sucessão?

Roland de Bonadona – O processo de sucessão ocorreu nos últimos dois anos e foi muito bem estruturado. Meu sucessor (Patrick Mendes) está aqui no Brasil há três anos e já estava designado para assumir marcas da Accor na América do Sul. Ele conhece bem o país e o continente, conhece bem a empresa e os desafios de operar na região.

EXAME.com – Você participou da escolha?


Bonadona – O processo é muito bem elaborado junto com toda a empresa, comandado pelo RH, mas ele era o meu candidato, fui em quem o indiquei.

EXAME.com – Recentemente, a Accor anunciou que irá construir 26 novos hotéis na região da América Latina e Caribe até 2018, a maioria da bandeira Ibis. A empresa continuará investindo na expansão do segmento econômico?

Naturalmente, a gente vende mais diárias econômicas do que de luxo. A demanda cresce mais na base da base pirâmide. Temos hoje 219 hotéis em operação no Brasil, e outros 159 sendo desenvolvidos. Dentro dessa carteira de desenvolvimento, a maioria dos hotéis são econômicos, 29 da categoria midscale (intermediária) e apenas 2 de luxo.

Essa é a relação normal na hotelaria. Estamos presentes em 92 cidades do Brasil e temos hotéis cinco estrelas em somente meia dúzia delas, que são grandes metrópoles operacionais – como São Paulo, Rio de Janeiro, Guarulhos (por conta do aeroporto internacional), Florianópolis e Recife.

As diárias de luxo custam a partir de 500 reais e nem todo turista paga esse preço, geralmente acontece nas grandes cidades e estamos nos desenvolvendo muito nas pequenas.

EXAME.com – A crise econômica pode interferir nesse projeto de expansão?

Bonadona – Um hotel novo demora em torno de 4 anos e meio para ficar pronto, desde a assinatura do contrato com o investidor até a abertura para o público. A crise, com a dificuldade de acesso a recursos, pode atrasar a entrega dos empreendimentos (prevista para o fim do ano de 2018).

Mas não vamos deixar de construir, porque sabemos que a situação é temporária e o Brasil vai continuar a crescer quando ela passar. A nossa carteira de desenvolvimento garante a expansão do grupo nos próximos anos.

Nesse intervalo, porém, devem aparecer novas conversões de hotéis (processo em unidades de hoteleiros independentes passam a operar por marcas da Accor). Isso é mais rápido do que construir.

EXAME.com – Você já disse que gosta de visitar os hotéis que estão sob sua gestão para se aproximar do dia a dia deles. Como você tem feito isso ultimamente, com uma rede tão grande?

Bonadona – Quando cheguei aqui (em 1990) a Accor tinha 22 hotéis (na América Latina) e uma equipe pequena. Todo mundo se conhecia, havia uma relação de proximidade. Hoje ela tem 219 unidades no Brasil e abre a cada ano uma quantidade maior do que a que havia naquela época. Mas também tem uma operação mais estruturada, o que facilita.

Acho importante traçar uma visão estratégica do que precisamos almejar para daqui quatro ou cinco anos e, ao mesmo tempo, ter uma presença mais direta tanto nas equipes, para conhecer o clima dentro da empresa na prática, tanto junto aos donos dos hotéis, nossos parceiros e clientes.

EXAME.com – E como vocês criam essa proximidade?

Bonadona –Temos uma reunião chamada “Sinta-se em casa”. Uma vez por mês, grupos de colaboradores de outras cidades vêm para são Paulo para conhecer a sede e as outras marcas da companhia. A gente passa três horas juntos, é uma maneira de sentir um pouco a temperatura do terreno. Frequentemente eu também visito alguns hotéis e tenho contato com os investidores.

Além disso, a gente monitora não apenas os indicadores financeiros, mas a satisfação dos clientes. Fazemos isso não só através de questionários diretos após a estadia, mas por meio do que eles comentam nas redes sociais. E ainda verificamos se o nível de motivação dos funcionários está dentro dos padrões das melhores empresas para se trabalhar. Porque se eles se sentem bem, vão tratar bem o consumidor.

Esse monitoramento é fundamental porque garante o resultado financeiro de longo prazo.

EXAME.com – Que oportunidades a Copa do Mundo do Brasil, realizada no ano passado, e os Jogos Olímpicos, que ocorrerão no país no ano que vem, trouxeram para a Accor?

Bonadona – Quando há eventos desse porte, cria-se uma janela de desenvolvimento nos locais onde eles acontecem. Os requisitos para implantar hotéis, como a concessão de alvarás e as condições de construtibilidade, são flexibilizadas. Assim, (durante esses acontecimentos) o projeto hoteleiro se torna mais viável nessas cidades do que seria em outros momentos. Se você tem bom parceiros, consegue dar uma acelerada nos planos.

No Rio de Janeiro (que vai sediar as competições olímpicas no ano que vem) já abrimos novos hotéis e estamos construindo mais alguns. Das 26 unidades que teremos até o início dos jogos, praticamente 16 são resultado da Copa e das Olimpíadas.

EXAME.com – Vai ter demanda para tudo isso quando as Olimpíadas terminarem?

Bonadona – Quando se dimensiona um parque hoteleiro para esses eventos, acontece a mesma coisa que houve com os estádios de Cuiabá e Brasília, por exemplo. Ele fica deficitário (quando os jogos terminam). No caso dos hotéis, a gente sabe que, progressivamente, o crescimento da demanda ajuda, mas esse movimento pode ser acelerado com políticas de desenvolvimento ao turismo.

EXAME.com – Você já disse que o Brasil aproveitou mal as oportunidades durante a Copa. Qual a avaliação que você faz das Olimpíadas?

Bonadona – O turismo é um grande eixo de desenvolvimento econômico e social e o Brasil tem recursos naturais e culturais que estão entre os maiores do mundo. Um estudo feito todos os anos pela Organização Mundial do Turismo (OMT) sobre a competitividade do setor hoteleiro mostra que o Brasil está na 12ª posição no quesito cultura e recursos naturais, mas cai para a 76ª quando o assunto é ambiente de negócios e infraestrutura e para a 82ª quando se trata de políticas de regulamentação. O país tem o mais difícil, mas não sabe explorar.

Trazer a Copa e as Olimpíadas foi um bom trabalho do (ex-presidente) Lula e do (ex-prefeito do Rio) Eduardo Paes. Era uma chance enorme, esses eventos abrem uma janela mundial sobre o país, o mundo inteiro olhou para o Brasil na Copa e vai acontecer a mesma coisa ano que vem.

O país fez investimentos em estádios, infraestrutura e telecomunicação, que eram importantes, mas nenhum em promoção do turismo. Foi uma perda de oportunidade e está acontecendo algo parecido agora.

Deveríamos nesse momento promover e valorizar os destinos que os cerca de 1 bilhão de turistas mundiais ainda não conhecem aqui. Há muitos esforços para modernizar o Rio, construir hotéis, mas não se vê nada para incentivar as pessoas a conhecer outros lugares, cidades ao redor que possam ser visitadas depois dos jogos.

O desafio é como fazer isso. É preciso que uma uma autoridade do governo queira, como ocorreu na Alemanha e Reino Unido.

EXAME.com – Que legado você deixa para a Accor?

Bonadona – A Accor é um grande grupo global que tem uma expertise muito forte no desenvolvimento de conceitos hoteleiros – como Ibis e Novotel – na capacitação das pessoas, no monitoramento de ferramentas.

O ambiente de negócios brasileiro não é fácil, não é para principiantes, tem que ser enfrentado com conhecimento, com parceiros que são capazes de atuar nesse terreno. O que fazemos muito bem é usar os modelos Accor combinados com a energia e a receptividade dos brasileiros e a resiliência dos investidores locais, que sabem que a crise vai passar, que sabem trabalhar com os maiores juros reais do mundo e com a Justiça lenta.

Essa capacidade de juntar as forças locais é que fez nosso sucesso aqui.

EXAME.com – E quais são os seus projetos depois de deixar a Accor?

Bonadona – Fui eleito presidente da Câmara de Comércio França-Brasil (CCBF). Conjugar o que a França pode trazer com a expertise brasileira me interessa muito e vou estar ocupado com isso nos próximos dois anos.

Também pretendo continuar no setor de hospitalidade, não como executivo, porque já assumi a presidência da maior rede do país, mas com consultoria e investimentos. Oportunidades com certeza vão aparecer.

Me naturalizei brasileiro, amo as pessoas daqui, os parceiros. Vou ficar no Brasil para poder testemunhar as mudanças necessárias para se aproveitar o que esse país tem de bom.

Fonte:http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/brasil-nao-sabe-explorar-o-turismo-diz-presidente-da-accor

terça-feira, 2 de junho de 2015

Cristo é eleito o ponto turístico mais bem avaliado do país e o 9º do mundo

Monumento foi escolhido por usuários do site de viagens TripAdvisor. Na América do Sul, Cristo só perde para Machu Picchu, no Peru.

Corcovado registrou aumento de quase 100 mil pessoas nas visitas (Foto: Divulgação/ Riotur, Pedro Kirilos)O munumento do Cristo Redentor, no alto do Corcovado (Foto: Divulgação/Pedro Kirilos/Riotur)
O TripAdvisor, considerado o maior site de viagens do mundo, elegeu o Cristo Redentor do Rio de Janeiro a melhor atração turística do Brasil e o nono ponto turístico mais bem avaliado do mundo. Na América do Sul, o monumento ficou em segundo lugar, perdendo apenas para Machu Picchu, no Peru. No Brasil, o segundo ponto turístico mais bem avaliado também fica no Rio: é o Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro. Em terceiro lugar está a Catedral Metropolitana de Brasília.

O site anunciou nesta terça-feira (2) os vencedores do Travelers’ Choice Atrações, prêmio anual baseado em milhões de avaliações e comentários feitos pelos usuários do TripAdvisor.

Foram 700 premiados, incluindo rankings para a África, Ásia, Caribe, Europa, América do Sul, Pacífico Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Os vencedores são eleitos por meio de um algoritmo que leva em conta a quantidade e a qualidade das avaliações feitas pelos viajantes de todo o mundo em um período de 12 meses.
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Uma pesquisa feita pelo TripAdvisor com usuários brasileiros revelou que 60% consideram que é muito importante visitar uma atração turística durante uma viagem.

No Brasil, o Cristo, que fica localizado no Parque Nacional da Tijuca, foi o grande vencedor. E na avaliação de melhor ponto turístico no mundo todo, o Cristo ficou em nono lugar segundo o Traveler’s Choice, à frente até da Torre Eiffel, na França.

“O Cristo Redentor é um grande ícone, não só da cidade, mas de todo o Brasil. O monumento de braços abertos sobre o Morro do Corcovado é nossa principal imagem, reconhecida por qualquer pessoa no mundo. Ficamos muito felizes com mais este prêmio para a estante do orgulho carioca. O reconhecimento do público é sempre mais importante do que prêmios que são julgados por um pequeno número de pessoas. Já fomos agraciados em diversas ocasiões pelos internautas que participam do TripAdvisor", disse Antonio Pedro Figueira de Mello, secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro.

Os pontos turísticos brasileiros foram bem avaliados por viajantes de diversos países. Entre os que deram as melhores notas para as atrações locais estão turistas da Áustria, que deram boas avaliações ao Cristo Redentor do Rio de Janeiro; do Brasil, que elegeram, além do Cristo, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Praça da Liberdade de Minas Gerais, a Catedral da Pedra no Rio Grande do Sul e a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, em São Paulo.

Turistas da Argentina deram boas avaliações para a Catedral Metropolitana do Distrito Federal, para o Teatro Amazonas, no Amazonas, e para o Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Colombianos elegeram pontos turísticos como a usina hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, enquanto italianos gostaram da Igreja de São Francisco, na Bahia. Já entre as atrações mais bem avaliadas por brasileiros em todo o mundo estão os templos de Khajuraho, na Índia; o Templo Borobudur, na Indonésia; e o castelo de Gruyères, na Suíça.

“O Travelers’ Choice Atrações destaca alguns dos pontos mais emblemáticos do mundo eleitos pela comunidade do TripAdvisor. Com essa lista, os viajantes podem ter acesso a locais históricos e culturais imperdíveis. Os usuários que querem visitar esses cartões-postais também podem reservar seus hotéis no TripAdvisor em cada destino e economizar até 30% em sua estadia", explica Claudia Martinelli, porta-voz do TripAdvisor no Brasil.

Este são os 10 pontos turísticos mais bem avaliados no Brasil
Cristo Redentor, Rio de Janeiro (RJ)
Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (RJ)
Catedral Metropolitana, Brasília (DF)
Usina hidrelétrica de Itaipu, Foz do Iguaçu (PR)
Teatro Amazonas, Manaus (AM)
Praça da Liberdade, Belo Horizonte (MG)
Catedral de Pedra, Canela (RS)
Igreja de São Francisco, Salvador (BA)
Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, Gramado (RS)
Mosteiro de São Bento, São Paulo (SP)

Este são os 10 pontos turísticos mais bem avaliados no mundo
Angkor Wat, Siem Reap, Camboja
Machu Picchu, Machu Picchu, Peru
Taj Mahal, Agra, Índia Grande Mesquita Sheikh Zayed , Abu Dhabi, Emirados Árabes
Basílica da Sagrada Família, Barcelona, Espanha
Basílica de São Pedro, Vaticano, Itália
Catedral de Milão (Duomo), Milão, Itália
Alcatraz, São Francisco, Califórnia
Cristo Redentor, Rio de Janeiro, Brasil
Ponte Golden Gate, São Francisco, Califórnia

Para ver a lista completa dos ganhadores do Travelers’ Choice Atrações 2015, as avaliações e as fotos de viajantes, acesse www.tripadvisor.com.br/TravelersChoice-Landmarks.

O TripAdvisor é um site de viagens, considerado o maior do mundo, que ajuda turistas a planejarem e reservarem a viagem perfeita. O TripAdvisor traz dicas confiáveis de viajantes e inúmeros recursos de planejamento, além links para as ferramentas de reserva que pesquisam centenas de sites para encontrar os melhores preços de hotéis. Os sites do TripAdvisor juntos formam a maior comunidade de viagens do mundo, com cerca de 340 milhões de visitantes por mês e mais de 225 milhões de avaliações e opiniões, cobrindo mais de 4,9 milhões de acomodações, restaurantes e atrações.

Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/cristo-e-eleito-o-ponto-turistico-mais-bem-avaliado-do-pais-e-o-9-do-mundo.html

sábado, 30 de maio de 2015

Obra na Marina da Glória chega a 35% de sua execução

No início do ano, a notícia do corte de 298 árvores para a reforma da Marina da Glória revoltou moradores e ambientalistas, que chegaram a montar um acampamento de protesto em frente à entrada da obra, na Zona Sul do Rio. Palco da vela nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e parte integrante do Aterro do Flamengo, a Marina é administrada desde agosto de 2014 pela BR Marinas, empresa que comprou a concessão da REX, do empresário Eike Batista, e terá o direito de administrar a área até 2036. Em meio a polêmicas e tentativas de embargo, a obra chega ao seu sexto mês com 35% das intervenções já executadas e previsão de entrega para dezembro deste ano.

- O projeto está totalmente dentro do cronograma. Queremos inaugurar a nova Marina em dezembro para aproveitarmos os festejos pelos 450 anos do Rio e os 50 anos do Aterro do Flamengo. Esta será a primeira marina urbana do país, um grande legado que as Olimpíadas deixarão para a cidade. Hoje, o mercado náutico do Rio não se desenvolve por causa da falta de local para guardar barcos. Fizemos um estudo e chegamos à conclusão que o Rio tem carência de 1 mil vagas para embarcações. Vamos entregar 655 - afirmou o CEO da BR Marinas Rio, Pedro Guimarães.

Orçada em R$ 64 milhões, com todos os recursos bancados pela iniciativa privada, a obra transformará completamente o local. Na principal mudança estética, a cobertura pontiaguda de lona será substituída por um jardim. O projeto atual pretende ocupar um terço do que previa a antiga concessionária: 12 mil metros quadrados. Para os Jogos, a principal instalação temporária será um píer com capacidade para 10 mil espectadores na Praia do Flamengo, em frente ao local da medal race.

Ilustração mostra como ficará a nova Marina da Glória (Foto: Divulgação )

A intenção da BR Marinas é que o espaço vire uma grande área de convivência após a sua inauguração, em dezembro. O grupo pretende oferecer escolinhas de vela, cursos de mergulho e stand up paddle. A nova Marina da Glória terá 25 lojas, quatro restaurantes, 470 vagas para carro, além de quiosques e espaço para eventos. Até o fechamento para a reforma, a Marina da Glória contava com 40 lojas, um restaurante e 1.450 vagas para carros. A diminuição em alguns dos números pode ser explicada pelo novo formato de exploração pretendido pela BR Marinas, que almeja o aumento da área de lazer do espaço.

- As novas lojas serão todas voltadas para o mercado náutico e atenderão mais a um público específico. As vagas de carro diminuirão pois aumentaremos o espaço de convivência. Queremos atrair famílias, casais, jovens, crianças e todo o tipo de pessoas. Calculamos que vamos gerar um total de 2 mil empregos, juntando as atividades náuticas da Marina com o comércio local - revelou Pedro Guimarães.

Área está sendo completamente reformada (Foto: André Durão)

Ex-subsecretário de turismo do Rio, o CEO da BR Marinas Rio contou ainda que a empresa plantará 509 mudas na área do empreendimento, para compensar as 298 árvores cortadas para a execução da obra. O contrato com a prefeitura prevê ainda o plantio de outras 3.082 mudas, em local a ser definido.

- Pode ser que boa parte dessas 3.082 árvores sejam plantadas no próprio Parque do Flamengo, só não sei se haverá espaço para todas. Quanto às árvores cortadas, tudo foi autorizado pela prefeitura e pelos órgãos de preservação ambiental e patrimonial competentes. Das árvores que cortamos, 178 eram de espécies exóticas e invasoras e 30 estavam mortas. Vamos replantar seguindo o conceito original do Parque do Flamengo, tanto é que contratamos o escritório do Burle Max (responsável pelo projeto do Parque) para fazer o reflorestamento - comentou.

Apesar da promessa de replantio de árvores, Pedro Guimarães contou que a fase de obras de paisagismo da Marina começará apenas após os Jogos de 2016.

- Não fazemos antes, porque o Comitê Olímpico Internacional nos solicitou uma área grande de apoio para as competições. Terminados os Jogos, entregaremos à sociedade uma Marina completamente revitalizada e melhorada - finalizou o CEO.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2015/05/alvo-de-polemica-obra-da-marina-da-gloria-chega-35-de-sua-execucao.html

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Condor inicia operação Rio - Frankfurt em dezembro

Aviação ,
A companhia aérea alemã Condor, que hoje opera de Frankfurt para Salvador, Recife e Fortaleza, confirmou para dezembro o início das operações para o Rio de Janeiro. A empresa inicia a operação com dois voos semanais (terças e sábados), em um Boieng 767-300. A rota começa a ser operada em 22 de dezembro e os preços iniciais estão a partir de 1.000 euros (ida e volta).

Além da Condor, o Rio de Janeiro já conta com uma ligação diária e direta para Frankfurt via Lufthansa, que recentemente trouxe o B747-800 para a rota.

Fonte:http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/aviacao/2015/05/condor-inicia-operacao-rio-frankfurt-em-dezembro_114814.html