sexta-feira, 2 de março de 2012

DINHEIRO do BID para o turismo do Rio

LISBOA - O secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Ronald Ázaro, confirmou que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou a liberação da primeira parcela no valor inicial de US$ 20 milhões para a implantação do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) no Estado do Rio. No total serão US$ 187 milhões, com a contrapartida do Estado.

"Agora, vamos licitar e executar os programas, inicialmente na área da formalização dos agentes de turismo e toda a cadeia produtiva, numa parceria com o Sebrae", afirmou o secretário ao circular com desenvoltura e sorriso aberto pelo estande da Embratur.

O secretário apresentou também os detalhes do Projeto de Fomento e Organização do Turismo Náutico no estado, que prevê a construção de marinas públicas nos municípios de Arraial do Cabo, Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba e Armação dos Búzios, com investimentos de R$ 5 milhões.

A primeira marina será em Arraial do Cabo, para 120 barcos de médio porte. As prefeituras das cidades beneficiadas serão as responsáveis pela manutenção e operacionalização da atividade. O secretário acrescentou que serão realizados cursos de capacitação e qualificação para os trabalhadores que atuarão nesses locais e que haverá aulas de receptivo e idiomas com o objetivo de incrementar o turismo internacional nas localidades. Atualmente, cerca de 90% do trabalho praticado no turismo náutico é informal.

Antonio Euryco

Rio sedia Congresso de Escolas de Hotelaria

Organizado pela C&M Congresses and Meetings, o XXII Congresso Pan Americano de Escolas de Hotelaria, Gastronomia (CONPEHT) será realizado entre os dias 14 e 18 de outubro, no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova, Rio de Janeiro.

Com o tema O Impacto dos Grandes Eventos no Turismo, o congresso terá como proposta central discutir e analisar os principais desodobramentos que estes eventos deverão trazer para a cidade do Rio e também para o País sob os mais diferentes prismas: sociais, econômicos, urbanos e principalmente turístico.

A CONPEHT é uma associação civil que contribui para a melhoria e profissionalização da atividade turística nacional, regional e internacional através do trabalho acadêmico conjunto das instituições membros pertencentes aos países do continente americanos. Fundada em 1991, por iniciativa do mexicano Miguel Torruco Marqués, presidente da Confederação Nacional Turística do México, hoje reúne cerca de 100 instituições de ensino em praticamente todos os países da América e Espanha.

Mais informações através do site www.cmeventos.com.br

quinta-feira, 1 de março de 2012

Rio chega faz 447 anos com desafio de aproveitar boom econômico

Por O Globo (economia@oglobo.com.br)
Agência O Globo

RIO - São Sebastião do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, chega ao 447 anos de fundação com o desafio de aproveitar o bom momento econômico tirar o máximo proveito do bom momentos econômico criado por eventos como a Olimpíadas de 2016 e a exploração do pré-sal. Para economistas que se dedicam a estudar a cidade, a fórmula inclui aproveitar o exemplo de Houston, pólo petrolífero americano, de Barcelona, sede da Olimpíada de 1992, além de recuperar setores que já foram fortes na cidade, como o de finanças e administração de bens.

A decisão sobre as Olimpíadas e o íncio da produção do pré-sal, já se refletiu em números positivos. Segundo a agência municipal Rio Negócios, no ano passado foi anunciado R$ 1,6 bilhão em investimentos na cidade por 13 grandes multinacionais na cidade, contra R$ 900 milhões do ano anterior. E esta expansão deve continuar nos próximos anos.

_ Temos que montar uma estratégia mirando Barcelona e Houston. A ideia é focar em desenvolvimento tecnológico como Houston e, como Barcelona, ter uma atividade econômica mais concentrada em moda, gastronomia e turismo, atividades que o Rio também tem vocação - diz Alfredo Renaut, especialista em energia.

Eduarda de La Rocque, secretária municipal da Fazenda, acredita que a cidade pode recuperar sua importância nessa área, como antes de a Bolsa do Rio quebrar e ser incorporada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e de os bancos comerciais concentrarem suas matrizes na capital paulista. Por isso, torce pela implantação de uma nova bolsa de valores, organizada pela empresa americana Direct Edge, que depender da autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar.

- A qualidade de vida no Rio gera vantagem comparativa na contratação de mão de obra - diz a secretária municipal da Fazenda.

Outra aposta de Eduarda é a abertua da Bolsa Verde do Rio (Bv-Rio), um centro de negociação de crédito de carbono e ativos ambientais. Uma organização sem fins lucrativos busca capital de investidores com o objetivo de abrir a Bv-Rio antes da realização da conferência Rio+20 que começa em 13 de junho.

O economista Fabio Giambiagi, que organizou o livro "Rio: a hora da virada" junto com o economista André Urani (morto no ano passado), concorda com o potencial de atração no mercado financeiro, especialmente na gestão de fortunas e de fundos de investimentos ("assets", gestoras de capital).

- Tenho acompanhado, com satisfação através de alguns dos meus amigos do mercado, toda essa proliferação de pequenos "assets", um movimento interessante que tem tudo para crescer - diz Giambiagi.

Argentino, radicado no Rio, o economista ainda brinca com o atrativo extra oferecido pela capital fluminense:

- Em que lugar de Londres, Nova York, Xangai ou Milão você pode estar na mesa de operações às 8h, depois de ter dado uma corrida na praia?

Mas o bom momento ocorre depois de um período de recuperação, não de euforia, destaca o economista Mauro Osório, especialista em planejamento regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele lembra que a cidade teve um crescimento de 10,8% em seu Produto Interno Bruto (PIB, valor total de bens e serviços) entre 1999 e 2009, último dado disponível, enquanto o Sudeste cresceu 31,4% no mesmo período e o Brasil, 38,3%. Nesses dez anos, o crescimento brasileiro foi sobretudo puxado pelas cidades médias. Em compensação, de 2008 a 2009, a cidade cresceu 5,9%, enquanto o país encolheu 0,3% economicamente por efeito da crise econômica global.

Osório acredita que Rio cresce agora pelo menos no mesmo ritmo da média nacional e espera, que quando os dados de 2011 forem divulgados, eles mostrem que a economia carioca cresceu mais 2,7% ou seja, acima do patamar estimado pelo Banco Central (BC) para o país em 2011. E acredita que nos próximos anos, de 2012 a 2016, a expansão seja ainda maior.

Rio de Janeiro teve recorde de turistas marítimos no Carnaval

Mais um recorde para o Rio de Janeiro. O Terminal de Cruzeiros da Píer Mauá, no Porto do Rio, registrou a maior movimentação da sua história durante a semana de Carnaval. Transatlânticos trouxeram 86 mil turistas para participar da Festa de Momo. Juntos, os foliões injetaram na economia do Rio cerca de US$ 25,8 milhões.

De sábado até terça-feira [21/02], data oficial do Carnaval, 22 navios atracaram no porto. Na quinta-feira [23/02], outro transatlântico chegou à cidade e, sexta-feira [24], mais dois. No sábado, quando houve o Desfile das Campeãs, seis embarcações chegaram ao Rio. No domingo [26)], mais seis navios atracam no terminal, encerrando a “folia marítima”.

Outro recorde é o tempo de permanência na cidade que passou de dois para quatro dias no caso de navios de longo curso. Os cruzeiros nacionais também acompanharam essa tendência.

E não foi só a capital fluminense que comemorou números positivos de turismo durante os dias de folia. Cidades do interior como Cabo Frio e Rio das Ostras, na Região dos Lagos; Paraty e Angra dos Reis, na Costa Verde; Petrópolis e Nova Friburgo, na Serra Verde Imperial, foram as mais procuradas pelos visitantes, segundo dados da Secretaria de Turismo.| InvestRio.