quinta-feira, 8 de março de 2012

Universidades do Rio criam laboratório voluntariado

A universidade UniverCidade e a Gama Filho criaram um laboratório de voluntariado em turismo no Rio de Janeiro. A ideia é incentivar o aprimoramento acadêmico dos alunos. Segundo o professor e idealizador do projeto, Bayard Boiteux, a novidade tem como tarefa inicial auxiliar as comunidades que desejem se transformar em produto turístico.

“Vamos começar pelo Pavão-Pavãozinho em conjunto com a Ong Entrelaces. Nosso trabalho que será capitaneado pela turismóloga Roberta Guimarães e por um grupo de alunos será de diagnosticar a oferta e ajudar com um plano de ação. Nossa meta é conseguir, até 2013, que 150 alunos de turismo trabalhem no projeto”, disse.

quarta-feira, 7 de março de 2012

CNC debate Turismo Receptivo e Qualificação Profissional

O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), promoveu hoje (07/03) na sede da entidade, no Rio de Janeiro uma reunião sobre o macrotema Turismo Receptivo e Qualificação Profissional, com palestra do presidente da Confederação Pan-Americana de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo (Conpeth), Bolívar Troncoso Morales. Uma das novidades foi o anúncio, feito pelo presidente da Câmara, Alexandre Sampaio de Abreu, de que a CNC estuda a melhor forma de realizar uma pesquisa setorial de turismo, de alcance nacional, para traçar um cenário que contemple as principais questões dos diversos segmentos que, direta ou indiretamente, impactam a atividade turística.

Reunião da CNC debate o turismo na sede da entidade, no Rio de Janeiro.


















A reunião contou também com a participação de Antonio Azevedo, presidente da Abav Nacional (Associação Brasileira das Agências de Viagens). “O sucesso do turismo só se dá com a sinergia entre os setores público e privado. Nosso entendimento é que pelas mãos das entidades podemos alcançar mais resultados concretos e objetivos. Estou aqui para ajudar a desenvolver o setor nacional e as questões da área”, disse Azevedo. E Alexandre Sampaio comenta que a chegada de Azevedo inaugura uma nova relação da Abav com a CNC.

Alexandre Sampaio destacou também que a agenda básica do grupo para este ano vai priorizar temas como as relações trabalhistas no turismo e a desoneração tributária para as atividades do setor. Além disso, Sampaio afirmou que serão agendadas reuniões com parlamentares como o deputado federal Bala Rocha (PDT/AP), que assumiu a presidência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados (CTASP).

Sampaio apresentou ainda, durante a reunião, Luis Carlos Oliveira Nigro, representante da Fecomércio-MT que será o suplente de Antonio Oliveira Santos, presidente da CNC, no Conselho Nacional de Turismo (CNT) e coordenador substituto da CET.Outro ponto debatido pelos membros da Câmara Empresarial de Turismo foi a participação da iniciativa privada no CNT, vinculado ao Ministério do Turismo. Sávio Neves, presidente da Estrada de Ferro Corcovado, afirmou que a atuação dos empresários dentro do Conselho deve marcar um posicionamento político a favor da atividade, mas não partidário, no sentido de apresentar a governo e parlamentares uma pauta focada nas prioridades para o trade.

A reunião teve a presença do secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Setur), Ronald Ázaro. “O bom momento do estado nos cria a expectativa de aprender boas práticas para que não deixemos passar novas oportunidades no turismo”, afirmou o secretário. O professor Bolívar Troncoso Morales, presidente da Confederação Pan-Americana de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo (CONPETH) iniciou as palestras, chamando a atenção para as tendências atuais do turismo receptivo. Morales ressaltou que os vários segmentos do turismo, seja ecoturismo, agroturismo, turismo cultural ou religioso, entre outros, necessitam de mão de obra especializada, de modo que a excelência das atividades seja reconhecida em padrão mundial. “O mercado precisa de profissionais de turismo com alto nível de qualificação, com responsabilidade social e ética, visando a melhoria nos serviços prestados e a afirmação do turismo como segmento de suma importância para a economia”, afirmou Morales.

Em seguida, o presidente do Instituto Brasileiro de Turismólogos (IBT), Márcio Bensuaschi, apresentou as ações da entidade para o reconhecimento da importância do bacharelado para o desenvolvimento do setor. “Estima-se hoje 170 mil bacharéis em turismo, mas apenas 58% deles atuam no setor. Formamos uma mão de obra onde quase metade migrou para outras áreas”, afirmou Márcio que anunciou também a entrada da profissão de turismólogo na Classificação Brasileira de Operações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego, que irá acontecer no próximo dia 12 de março.

Encerrando as palestras da noite, a presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (ABBTUR), Tânia Omena, apresentou um estudo que mapeia a oferta de cursos no Brasil, mostrando a diferença entre o bacharelado em turismo e os cursos em tecnologia do turismo. “O profissional técnico é absorvido pelo mercado mais rápido, porém o bacharel se prepara por mais tempo, estudando não só a técnica, mas tem embasamentos na antropologia, na história e em outras áreas que o capacitam de forma muito mais especializada para atuar no setor”, afirmou Tânia.

Presentes também na reunião estão a presidente da Abeoc, Anita Pires; o presidente da Bito, Salvador Saladino; o presidente do Instituto Brasileiro de Turismólogo (IBT), Marcio Bensuaschi; a presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (ABBTUR),Tania Omena; alunos de turismo, dentre outros.

Larissa D`Almeida

WTTC: Brasil vai liderar turismo na América Latina em 2012

O World Travel & Tourism Council (WTTC) acaba de apresentar em Berlim, durante a ITB, a pesquisa “Economic Impact of Travel & Tourism 2012”, onde revela previsões para 2012 e para os próximos 10 anos em termos globais. “Nós temos como foco aqui hoje falar deste ano que está em curso e da próxima década. O WTTC possui representantes de todos os setores, líderes da indústria do turismo, além de parcerias com entidades como a Iata, Pata, Clia, OMT e Fórum Econômico Mundial”, disse o presidente e CEO do WTTC, David Scowsill, durante a abertura.

O Brasil, segundo afirmou David Scowsill, vai liderar o crescimento do turismo na América Latina em termos de PIB. A região como um todo crescerá 5,6% e o Brasil 7,8% neste ano. A demanda doméstica será um dos destaques, alcançando a marca de 6,8% de incremento na América Latina, o que, de acordo com David, mostra a importância da conectividade regional. A quantidade de empregos gerados somente no Brasil na área do turismo será 7,1% maior em 2012.

Estima-se que a indústria de turismo no Brasil tenha entre 2013 e 2022 um aumento na participação do PIB de 5% ao ano. Nesse mesmo período, a elevação no número de empregos criados será de 2,5% ao ano. Hoje também foram apresentados os dados de 2011. No último ano, o impacto direto do setor de turismo no PIB brasileiro foi de US$ 78,502 bilhões e de forma indireta US$ 212,855 bilhões.

Visão Global 2011 – Em 2011 a indústria do turismo cresceu 3% ao longo do ano. A contribuição direta no PIB foi de US$ 2 trilhões, gerando 98 milhões de empregos. “Esse foi um resultado que não podemos considerar ruim”, afirmou David. De forma indireta, o impacto foi de US$ 6,3 trilhões e 255 milhões de empregos.

Visão Global 2012 - Para 2012, o crescimento previsto para a indústria de turismo é de 2,8% e a criação de 2,3 milhões de empregos diretos e 5,2 milhões indiretos.

Visão Global da década - Até 2022 estima-se um crescimento da indústria de viagens e turismo mundial de 4,2% ao ano e a criação de 120 milhões de empregos diretos e 328 milhões indiretos, ou seja, 1 em cada 10 empregos seria da área de turismo.

A China e a Índia foram países que ganharam destaque na conferência desta manhã. São esses dois países que vão impulsionar o setor de viagens e turismo nos próximos anos. “Países emergentes tem fundamental papel no futuro do setor, pois essas pessoas continuarão viajando”.

Por Natália Strucchi e Leila Melo, de Berlim

Rio anuncia campo de golfe de R$ 60 milhões para Jogos de 2016

ANDRE NADDEO
Direto do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro e o comitê organizador dos Jogos de 2016 anunciaram nesta quarta-feira a construção do primeiro campo de golfe olímpico do mundo - a modalidade volta a ser disputada após uma ausência de 112 anos. A empresa Hanse Golf Course Design, com sede na Pensilvânia, nos EUA, foi a vencedora do concurso internacional e ficará responsável pela execução do projeto - orçado em R$ 60 milhões.

O valor total da obra virá da iniciativa privada, uma vez que o dono do terreno, junto com uma construtora, terá como contrapartida a permissão por parte da Prefeitura do Rio para a construção de até 23 prédios comerciais e residenciais, de até 22 pavimentos, em 7% da área.

A legislação anterior limitava as construções em até seis andares - com a nova proposta, além de se ampliar o leque de apartamentos, a construtora terá ainda a prerrogativa de ter imóveis com vista para o mar. O terreno supera um milhão de metros quadrados e está localizado na reserva de Marapendi, próxima a lagoa homônima e ao mar, e ao lado do condomínio de luxo Riserva Uno, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.

"Esta parceria faz com que o campo de golfe seja construído sem um tostão de dinheiro público", afirmou o prefeito Eduardo Paes, que assim como na última terça-feira, esteve acompanhado de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), e do presidente do comitê organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

O contrato tem validade de 25 anos e o campo de golfe será aberto ao público, de acordo com a Prefeitura, após a realização dos Jogos. Uma organização social mantida por outro grupo privado ficará responsável pela manutenção do local.

"Não há previsão para o início da construção. Estas datas estão começando de trás para frente. O campo de golfe tem um tempo importante de maturação da grama e tem a necessidade de que se inicie o mais rápido possível. Estamos entrando no período de detalhamento do projeto para depois, sim, assinar o contrato para a construção efetiva", explicou Paes.