terça-feira, 23 de outubro de 2012

Turismo se renova com investimento nas cidades, diz Kaká

O presidente da Abav por dois mandatos aponta os desafios do turismo em todo o país e de como a Bahia já foi um exemplo a ser seguido
 
Luciana Rebouças
luciana.reboucas@redebahia.com.br

Mesmo o assunto sendo turismo, ele não deixa de citar repetidamente temas referentes à infraestrutura. Mas a justificativa é lógica: “Quando a cidade está preparada para quem vive nela, está preparada para o turista. Não temos que focar na melhoria para o turista. Temos que focar na melhoria para nós brasileiros”. Para Carlos Alberto Amorim Ferreira, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) por dois mandatos, de 2007 a 2011, os investimentos nas cidades estão diretamente ligados na atração de turistas.

Atualmente sócio da Ancoradouro Rio de Janeiro, Ferreira, mais conhecido como Kaká, lembra que é a “primeira vez que muitas pessoas estão viajando pelo país” e a Bahia, que, segundo ele, já foi modelo nesse segmento, precisa recuperar seus equipamentos turísticos - especialmente em Salvador - e se renovar para competir com outros destinos no mundo.

Filho de Vasco Ferreira, que iniciou a operação da companhia aérea TAP no Brasil, Carlos Alberto Ferreira tem o turismo na veia. Em entrevista ao CORREIO, aponta desafios e soluções para o turismo baiano. A Hora da Retomada será o quarto seminário do Fórum Agenda Bahia, confirmado para novembro.

De uma forma geral, como o senhor avalia os investimentos que estão sendo feitos, no país, na área de turismo?
Este é um momento complicado. Apesar de viver um bom momento, com o Brasil sendo visto por causa de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a gente nota que ainda falta infraestrutura. Este é um gargalo grande, que está afetando o turismo. Os portos não têm condição de atender à demanda, os aeroportos e as estradas também. Enfim, não estamos vendo as obras de infraestrutura acontecer. E se não temos condições de atender aos turistas, isso (Copa e Olimpíadas) pode ser um tiro no pé. A mobilidade urbana, por exemplo, que tanto se fala, não acontece. Vão ter improvisações: puxadinhos em aeroportos e vias exclusivas para autoridades e para quem vai competir. Mas e o legado para a população?

E há como atrair o interesse do capital privado?
Pode até ser, mas temos que ter condições claras para estes investimentos. A hotelaria, por exemplo, está investindo, mas eles pedem desoneração da mão de obra, de tributos e tudo isso precisa ser agilizado para compensar o investimento. Porque ninguém vai construir hotel apenas para esses eventos. Tudo isso deve estar dentro de um grande planejamento. Tem que fazer as coisas bem e com antecedência, o que não está acontecendo.

E como o senhor avalia a importância dos equipamentos turísticos, tanto para o turismo interno, quanto para o turismo internacional?
Algum investimento tem. E nesse aspecto, da parte da iniciativa privada, temos que qualificar melhor a nossa mão de obra, temos que capacitar mais. Houve um crescimento do setor, mas não teve o preparo da mão de obra. E isso é algo que tem que ser revisto. Aqui no Brasil, por exemplo, os funcionários falam poucas línguas estrangeiras. Isso é um complicador. Mas, repito, acho que temos que ter infraestrutura para nós brasileiros. Cada vez mais, surge uma massa para consumir turismo no país. É a primeira vez que muitas pessoas estão viajando pelo Brasil, mas nós também não estamos preparados para isso. Então, se o turismo crescer muito, ele vai complicar a vida de todo mundo. Quando a cidade está preparada para quem vive nela, ela está preparada para o turista. Não temos que estar focados na melhoria para o turista. Temos que está focados na melhoria para nós brasileiros. Se houver segurança, limpeza e sinalização, o turista vai chegar e vai gostar. E aqui, falta um pouco disso tudo.

No momento, vivemos um cenário de muitas queixas do trade turístico, que cita o abandono das praias de Salvador e dos seus equipamentos turísticos. Como o senhor vê o turismo hoje para a capital baiana?
Durante muito tempo, a Bahia foi modelo de como divulgar e incrementar o turismo. Havia uma política de continuidade das políticas de turismo, como a recuperação do Pelourinho. De uns tempos para cá, não houve a conservação de nada disso. Então, essa zona histórica está toda degradada, falta segurança... Tem muito o que se ver em Salvador. A cidade tem muita história. Porém, tem que se preparar estes equipamentos todos. Não houve este cuidado, infelizmente. Então, o turista vai e não tem como ver bem estes equipamentos. E ver as coisas estragadas e deteriorizadas é muito desagradável. Aquela primeira impressão é a que fica e marca muito e como estes equipamentos estão mal conservados, dá até um aspecto de sujeira. Tem também a própria questão da segurança, que é primordial. Tudo isso tem que ser olhado com calma.

Mas é possível reverter esta situação?
Com certeza. O próprio Rio de Janeiro é um exemplo. Há três anos, tínhamos problemas gravíssimos de segurança, disso tudo, e ele está conseguindo se recuperar. Não vou dizer que o Rio é o ideal hoje em dia, mas já houve uma boa melhora. Estão ocorrendo algumas obras, mas, como a cidade ficou parada durante muito tempo, todas as obras que são realizadas a gente ainda acha pouco. Tudo isso tem que ser visto em todo o país. Muita coisa ficou sem ser feita, então temos que começar rapidamente e bem feito. E o que acontece é que obras públicas feitas rapidamente acabam malfeitas. E claro que isso também é ruim.

Existem também muitas queixas sobre a queda de turistas por causa da crise na Europa. Isso é um empecilho para o crescimento do turismo no país?
De algum tempo para cá, o número de turistas estrangeiros já não cresce muito, mas isso não é só resultado da crise na Europa. Há outros problemas, como o fato de o Brasil ser distante dos grandes centros do poder aquisitivo de viagem, como os EUA e a Europa. Ainda temos um gargalo, desde a falecida Varig, na parte aérea. Com isso, muitos turistas não vêm por causa da falta de capacidade de transporte. Outro problema é que, com o fortalecimento da nossa moeda, o Brasil ficou caro. E ainda há uma concorrência muito grande entre os destinos. Tem, por exemplo, o Caribe, a Turquia, que está desenvolvendo muito, a própria Ásia, e o Brasil ficou realmente caro. Os hotéis calculam suas tarifas de acordo com a demanda, mas a nossa mão de obra é cara e os encargos são altíssimos. Existem alguns problemas no Brasil que precisam ser logo resolvidos. Não adianta ficar reclamando de crise europeia, que é só uma parte do problema, mas não é o principal.

E com toda essa situação, como o senhor vê hoje a Bahia neste cenário nacional do turismo?
Como bom exemplo que foi, a Bahia era copiada e seguida. Muitos estados, do próprio Nordeste, seguiram seu exemplo de promoção turística. Há uma competição dos destinos dentro do Brasil, o que é natural, porque cada um quer superar o outro. Então, os governantes locais começaram a ver a força do turismo para a região. O setor faz parte da economia e é um dos motores para incentivá-la. A Bahia já sofre a concorrência de todos os destinos. E cada destino tem que estar mais bem preparado que o outro.

E a Bahia acabou sentindo esta concorrência, não é? Podemos pensar em Recife, em Fortaleza... Com certeza.
Todos os estados estão seguindo o exemplo. A própria Paraíba, o Maranhão estão investindo. O Pará está investindo mais na área. Enfim, os estados despertaram para o fato de que o turismo é importante. Cada um da sua maneira, ou tendo melhores equipamentos, ou tendo melhores atrações. Mas esta concorrência é sadia, porque o estado tem que ter competência para superar o outro e atrair mais turistas.

Mas o senhor tem a impressão de que a Bahia não está mais investindo nesse segmento turístico?
Não é que não esteja investindo. O problema é que há uma concorrência forte dos outros estados. Para conseguir mais voos do estrangeiro, por exemplo. Mas a Bahia já tem uma malha aérea razoável, comparada aos outros estados. Tem poucos voos internacionais, mas tem. A Bahia tem algumas coisas favoráveis. Agora, o cenário é outro e a concorrência com os outros destinos já dificulta a atração dos turistas.

(Matéria originalmente publicada no CORREIO de 12 de agosto de 2012)


Fonte:http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/turismo-se-renova-com-investimento-nas-cidades-diz-especialista/

Transamérica anuncia dois hotéis no RJ e três em SP

O Transamérica Hospitality Group (THG) anunciou dois hotéis no Estado do Rio de Janeiro e três no de São Paulo. As unidades fluminenses serão inauguradas ambas em Macaé, uma no final de 2014 e outra no início de 2015, e terão, somadas, 450 apartamentos.

Dos empreendimentos paulistas, um fica em Piracicaba, outro em Porto Feliz e o terceiro em uma cidade da Grande São Paulo ainda não divulgada pela rede – as inaugurações estão previstas para 2013, entre março e o segundo semestre. Segundo Rômulo Silva, da área de Desenvolvimento e Novos Negócios da THG, os dois hotéis do interior de São Paulo justificam-se por demandas do mercado automobilístico. “Em Piracicaba será construída a fábrica da Hyundai e em Porto Feliz, uma fábrica de motores da Toyota, prevista para 2014”, explica ele, acrescentando que todas as cinco unidades anunciadas estão em fase final de construção.

As bandeiras a serem utilizadas serão Transamérica Executive, Transamérica Classic e Transamérica Flat.

Fonte:http://panrotas.com.br/noticia-turismo/hotelaria/transamerica-anuncia-dois-hoteis-no-rj-e-tres-em-sp_82474.html




Stevie Wonder fará apresentação gratuita no Rio de Janeiro

Por Laiza Kertscher
 
O músico Stevie Wonder voltará ao Brasil para uma apresentação gratuita no Rio de Janeiro. O show acontecerá na praia de Copacabana, na noite do dia 25 de dezembro, e contará com a participação do cantor Gilberto Gil.

A Secretaria de Turismo do Rio espera que mais de 1 milhão de pessoas se reúnam em frente ao hotel Copacabana Palace para assistir ao show. Wonder também fará outra apresentação na cidade, no dia 23 de dezembro, no Centro Cultural João Nogueira, que terá renda revertida para uma instituição de caridade.
 
Fonte:http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/44874-stevie-wonder-fara-apresentacao-gratuita-no-rio-de-janeiro.html

Riocentro terá reforma orçada em R$ 47,9 milhões


O BNDES aprovou financiamento de R$ 47,9 milhões para reforma e adaptação do Riocentro, no Rio de Janeiro, que abrigará o Comitê Organizador e o Centro Internacional de Transmissão (IBC) da Copa do Mundo de 2014. Os recursos do banco, que correspondem a 67,7% do investimento total, serão destinados à GL Events Centro de Convenções S/A. Toda essa estrutura vai abrigar 13 mil profissionais de 70 países, em um espaço de 44 mil m² durante o evento esportivo.

Na primeira fase, o Pavilhão 1 do Riocentro será adaptado para receber o Comitê Organizador da Copa. As intervenções serão as seguintes: dois restaurantes, duas cozinhas de suporte, duas lojas, sete cafés de apoio, uma cafeteria, academia, cinco vestiários, sala de segurança, salas de reuniões e treinamento, escritórios, sala de conferência, centro de imprensa e estacionamento subterrâneo.

Com 12 mil m² de área a ser construída, o pavilhão receberá a maior parte dos equipamentos adquiridos no projeto, tais como aparelhos de ar condicionado, bombas resfriadoras de água e elevadores. As obras, iniciadas em junho, devem ser concluídas em janeiro de 2013.

Quando a reforma for concluída, o Pavilhão 1 deverá se tornar a entrada oficial do Riocentro. Após a Copa do Mundo, as instalações deverão ser alugadas como estrutura de apoio às equipes e comitês das feiras, exposições e de outros eventos promovidos no complexo.

SEGUNDA FASE
A segunda fase compreenderá a reforma dos Pavilhões 2 e 3, para instalação do IBC. O Centro Internacional de Transmissão também ocupará o Pavilhão 4. O projeto prevê impermeabilização e isolamento acústico do telhado, troca da iluminação com instalação de 2,6 mil lâmpadas de led, instalação de resfriadores e bombas de água e interconexão do sistema anti-incêndio dos Pavilhões 2, 3, 4 e 5 à central de operações a ser instalada no Pavilhão 1.

Fonte:http://panrotas.com.br/noticia-turismo/mercado/riocentro-tera-reforma-orcada-em-r$-479-milhoes_82438.html?pesquisa=1
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