terça-feira, 22 de julho de 2014

Rio de Janeiro realiza feira de negócios do Carnaval

Evento no Rio de Janeiro vai reunir, pela primeira vez, fornecedores de insumos carnavalescos e grandes empresários da festa. O Carnavália-Sambacom vai reforçar a organização da festa mais popular do País. O encontro ocorre no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro, entre os dias 31 de julho a 2 de agosto.
A feira deve gerar pelo menos R$ 10 milhões em negócios a partir da interação de representantes da indústria, do comércio de acessórios de fantasias e alegorias e de equipamentos. Também participam carnavalescos, artesãos, produtores, jornalistas e representantes de órgãos públicos.
O carnaval movimenta a economia do País durante o ano todo. De acordo com estimativa do Ministério do Turismo, o carnaval deste ano acrescentou R$ 6,1 bilhões à economia, de acordo com um levantamento do Ministério do Turismo, um movimento entre 6% e 7% maior que no ano passado.
O objetivo é transformar a festa em um negócio de sucesso, atraente ao público brasileiro e também aos turistas estrangeiros. Além de feira de negócios, os visitantes poderão participar do Primeiro Encontro Nacional do Samba, com debates sobre os impactos do carnaval na economia e no turismo, debater a cadeia produtiva do carnaval, políticas públicas, patrocínio, potencial de divulgação, comercialização e marketing.
De acordo com o ministro do Turismo, Vinicius Lages, é necessário transformar o potencial turístico do País em riquezas para a população. Para isso, é preciso profissionalizar as atividades vinculadas ao setor.
Um dos responsáveis pela organização, Moacyr Barreto afirma que a feira abre um espaço inédito para o Carnaval. “A ideia é discutir a criação de uma política pública específica para o Carnaval - uma festa que acontece todos os anos e que mexe com a vida de profissionais e de empresas de todos os tamanhos, inclusive as de pequeno e médio porte", diz.
Fonte:http://www.brasil.gov.br/turismo/2014/07/rio-de-janeiro-realiza-feira-de-negocios-do-carnaval

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Projeto de Lei de carnaval fora de época no Rio gera polêmica

O que é bom deve ser repetido ou, por ser especial, deve ficar restrito a um período do ano? Eis a questão que o prefeito do Rio Eduardo Paes terá pela frente. Caberá a ele sancionar ou não o Projeto de Lei que cria o Carna Rio, o carnaval fora de época, em julho. O projeto, aprovado em segunda votação na terça-feira (15) gera polêmica.
De acordo com o projeto, o Carna Rio seria realizado no último fim de semana de julho. Agremiações carnavalescas se apresentariam em dois dias (sábado e domingo) em locais no Centro da cidade e zonas Norte e Oeste. O autor do projeto, o vereador Marcelo Arar, diz que isso atrairia turistas e abriria mais empregos na cidade.
No entanto, não é o que pensam os comerciantes, que criticaram o projeto no perfil do vereador numa rede social. O mesmo acontece com a presidente da Associação de Blocos do Centro e da Zona Sul (Sebastiana), Rita Fernandes, que considera o projeto uma bobagem.
“Carnaval não se faz por decreto é uma manifestação espontânea. E é bom justamente porque acontece uma vez por ano e deixa a vontade de querer mais. Tudo o que é fora de época é ruim, como fruta, por exemplo. O carioca não tem uma vida cultural e musical riquíssima durante todo o ano, não precisa de um evento fora de época. Além do mais não se promove um carnaval por decreto. Isso é uma bobagem. Os vereadores deveriam estar preocupados com outros aspectos e necessidades da nossa cidade”, criticou Rita.
Mais do que isso, ela observa que as agremiações que realmente têm o carnaval como meta não teriam como colocar o bloco na rua duas vezes por ano. O que além de financeiramente inviável, ainda atrairia a antipatia dos moradores das regiões onde o evento ocorresse.
Nosso carnaval tem motivação legítima e acontece naturalmente. Não precisa de decreto"
Rita Fernandes, presidente da Sebastiana
“Os blocos realmente carnavalescos não têm fôlego para se apresentar duas vezes por ano. Eles são geridos por pessoas que trabalham em outras profissões durante o ano, que não se dedicam só ao carnaval. Só quem faz do carnaval um negócio teria condições para isso. Também não seria viável operacionalmente. Os moradores ficariam desconfortáveis com mais esse transtorno em seu cotidiano. Carnaval fora de época é bom para cidade litorânea sem evento, que faz disso um meio para atrair turistas. Os cariocas não aderem a esses modismos. Nosso carnaval tem motivação legítima e acontece naturalmente. Não precisa de decreto”, enfatizou a presidente da Sebastiana.
Já o secretário Municipal de Turismo Antônio Pedro Figueira de Melo disse ser favorável à proposta do Carna Rio. "A gente acha muito bom. Agora temos que saber como vai ser, se vai ter planejamento, se vai ter pessoas interessadas em fazer isso acontecer e colocar em prática o carnaval fora de época no Rio", disse Antônio Pedro.
Ele destacou que vê “sempre com bons olhos as propostas de novos eventos na cidade" e enfatizou que o seu maior objetivo à frente da pasta era formar um calendário de turismo forte no Rio. E ponderou: "Tenho certeza absoluta que não será um evento tão grande quanto o carnaval, até porque o nosso carnaval é único. É importante a gente saber que o grande momento do nosso carnaval é naquele período volátil entre fevereiro e março", disse.
Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/07/projeto-de-lei-de-carnaval-fora-de-epoca-no-rio-gera-polemica.html

terça-feira, 15 de julho de 2014

Motorhomes da Copa fazem governo do Rio criar projeto para campings

A falta de estrutura para o turismo de camping visto na Copa do Mundo fez o governo do Rio pensar em montar espaços para receber os turistas que vierem para a cidade de motorhome nas Olimpíadas de 2016. Nesta terça-feira, o secretário admitiu o problema e disse que pretende criar no mínimo seis campings pensando neste tipo de torcedor.
Magnavita informou que há áreas mapeadas para os campings e motorhome, sendo uma delas em Búzios e em parques estaduais. Outra cidade pensada é Nova Friburgo. Na capital, apenas o Recreio, Zona Oeste, pode ter a estrutura para este tipo de turismo.
- O Rio tem vocação especial para isso, devido aos parques naturais. As aéreas de camping devem ficar em Búzios e parques estaduais, já em negociação com Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Também próximo à região serrana e a cidade de Carmo, na fronteira com Minas Gerais. Seis campings são a proposta mínima - afirmou o secretário.
Na Copa do Mundo, milhares de torcedores sul-americanos, principalmente argentinos, vieram com seus próprios veículos para a capital fluminense, a maioria estacionando, inicialmente, na orla da Zona Sul do Rio. Para solucionar o caso e evitar maiores problemas na região, o governo do Rio mandou todos eles para o Terreirão do Samba, no Centro do Rio, onde ficaram até o fim do Mundial.
Fonte:http://esportes.terra.com.br/futebol/motorhomes-da-copa-fazem-governo-do-rio-criar-projeto-para-campings,7b9fcba792c37410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

Turistas geram R$ 4,4 bilhões durante a Copa no Rio de Janeiro, cidade que mais recebe visitantes.

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A Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira aquilo que era visível pelas ruas da cidade: a invasão de argentinos superou a presença de pessoas dos demais países que participaram da Copa do Mundo. Foi da nação vizinha, disparado, o maior número de visitantes na capital fluminense – a sede do Mundial que mais recebeu estrangeiros durante o torneio. Ao longo da competição, 77 mil argentinos estiveram no Rio. O total foi de 886 mil pessoas.
Argentinos na Fan Fest do Rio de Janeiro (Foto: Felipe Schmidt)Argentinos foram maioria no Rio de Janeiro e também na Fan Fest (Foto: Felipe Schmidt)


Chilenos (45 mil), colombianos (31 mil), equatorianos e americanos (24 mil cada) aparecem na sequência no ranking. O país europeu que mais enviou cidadãos ao palco da final da Copa foi a França, com 16 mil pessoas. Os gastos dos turistas atingiram R$ 4,4 bilhões (média individual de R$ 639 por dia). Antes da Copa, o Ministério do Turismo estimara que o montante seria de R$ 1 bilhão, mas o cálculo se baseava apenas entre aqueles que tinham ingressos.
Torcida Espanha e Chile Maracanã (Foto: André Durão)Torcida chilena também esteve em grande número no Rio de Janeiro (Foto: André Durão)
A diferença esteve na quantidade de estrangeiros que viajaram ao Brasil, especialmente ao Rio de Janeiro, sem entradas para os jogos. Isso ajuda a explicar o montante de pessoas presentes na Fan Fest, em Copacabana. O local recebeu 814.666 torcedores, número bastante superior ao total de público presente nos jogos no Maracanã – 515 mil pessoas, média de 74 mil por partida. A maior presença de público ocorreu em 5 de julho, quando mais de 55 mil pessoas passaram pelo espaço para assistir a Holanda x Costa Rica e Argentina x Bélgica no telão.

Na segunda-feira, em coletiva de balanço final da Copa no Maracanã, foi informado que quase 700 mil turistas entraram no país apenas em junho, um aumento de 132% em relação ao mesmo período do ano passado. A taxa de ocupação na rede hoteleira teve média de 80% no começo do Mundial.
PRESENÇA DE ARGENTINOS
 Eu diria que os argentinos foram muito responsáveis por essa grande festa que se realizou"
Antonio Pedro Figueira de Mello, secretário especial de Turismo do Rio de Janeiro 
A prefeitura do Rio de Janeiro considerou a grande presença de sul-americanos sem hospedagem, especialmente de argentinos, seu maior desafio durante a Copa. Muitos usavam os próprios veículos – carros ou motorhomes como moradia. Para abrigá-los, a administração pública disponibilizou locais como o Sambódromo e o Terreirão do Samba - para evitar sua aglomeração em Copacabana, como aconteceu no começo do Mundial.

- Uma coisa que chamou a atenção é que a gente não estava preparado para os motorhomes, mas agimos rápido. Precisamos pensar se o mesmo acontecerá na Olimpíada. Com tudo que aconteceu, pode ser que eles venham de novo – disse o secretário especial de Turismo do Rio de Janeiro, Antonio Pedro Figueira de Mello.

A análise da Prefeitura é de que, apesar de alguns distúrbios (pichações e sujeiras), a grande presença de argentinos ajudou a formar a festa da Copa do Mundo no Rio de Janeiro.

- Eles fizeram uma grande festa. Como qualquer festa, você vai ter alguma coisa que vai precisar limpar e ajeitar depois. Às vezes, quebra um vaso, quebra um cinzeiro. Eu diria que os argentinos foram muito responsáveis por essa grande festa que se realizou – comentou o secretário.
RETORNO


Pesquisas de satisfação divulgadas pela Prefeitura indicam que 98,8% dos visitantes tiveram suas expectativas atingidas, o que alimenta a esperança de que retornem à cidade. Os turistas se mostraram particularmente satisfeitos com a hospitalidade dos brasileiros (aprovação de 97,1%). Segurança e limpeza tiveram os menores índices: 76%.

A cidade comemora ter sido o centro da presença dos jornalistas estrangeiros no país. A visão é de que ter recebido o IBC (centro internacional de imprensa da Copa) ajudou a passar a imagem do Rio para o exterior.

- O Rio de Janeiro não foi o coração da Copa por acaso. Enquanto todas as sedes estavam atrás dos jogos do Brasil, o Rio de Janeiro queria o IBC, queria ter aqui toda a imprensa. Mais de 18 mil jornalistas estiveram aqui. Existem disputas grandes entre as cidades, e essa foi uma das maiores brigas que o prefeito Eduardo Paes comprou – disse Antonio Pedro Figueira de Mello.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, um dia antes, se mostrou satisfeito com a organização do Mundial. 

- Achei que o Brasil estaria preparado para realizar uma Copa à altura das melhores expectativas. Sempre dizia que tínhamos feito coisas importantes e seríamos capazes de realizar a Copa, um evento sem mistério, sem segredos, mas com muito trabalho. Foi o que tentamos. Acho que conseguimos fazer – opinou.
Fonte:http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2014/07/rio-confirma-maioria-argentina-na-copa-fan-fest-supera-maracana.html