terça-feira, 31 de julho de 2012

Feiras no Riocentro devem gerar mais de R$ 15 bilhões

O Riocentro, administrado pela GL events Brasil, vai receber cinco eventos de grande porte no mês de agosto. A expectativa é que, juntos, atraiam quase 160 mil visitantes para o centro de convenções.

Confira os eventos: Associação Brasileira dos Atacadistas Distribuidores (Abad 2012), 32ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor, 15ª Sweet Brasil International, Expo Rio Móbile 2012 e ExpoPostos & Conveniência.

Em apenas um deles, a expectativa é gerar R$ 15 bilhões em negócios.

"Pela estrutura versátil e qualidade de padrão internacional, o Riocentro atrai as maiores e mais importantes feiras de negócios do Brasil e da América Latina. Este mês, estamos particularmente felizes por conseguir trazer de volta ao Rio de Janeiro dois eventos que há anos tinham deixado a cidade, e são importantíssimos para movimentar a economia local. A convenção Abad 2012 retorna após 13 anos e a ExpoPostos & Conveniências, após nove anos ausente – um esforço da GL events Brasil aliado ao bom momento vivido pelo Rio”, afirma a diretora geral do Riocentro, Milena Palumbo.

Fonte:http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/eventos/feiras-no-riocentro-devem-gerar-mais-de-r$-15-bilhoes_80205.html

Olimpíadas de Londres e a hotelaria brasileira

EDITORIAL · Por Redação

Na última sexta-feira (27), o mundo parou por algumas horas para ver a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Além da competição em si, esta data guarda um signifcado especial para os brasileiros – a contagem regressiva para que atletas do mundo todo estejam desembarcando no Rio de Janeiro começou. E, mesmo antes disso, passaremos por duas provas de fogo: a Copa das Confederações, que já acontece no ano que vem, e a Copa do Mundo, em 2014.

Desde a notícia de que o Brasil sediaria estas duas competições, fala-se muito delas. Os setores econômicos mobilizam-se por conta destes campeonatos, o turismo está em polvorosa, a hotelaria mantém-se atenta a seu equilíbrio e o governo aproveita o esporte como justificativa (ou desculpa) para iniciativas de capacitação, obras necessárias e outras, nem tanto.

Ainda em 2011, estimava-se que, nos próximos anos, Londres seria a cidade que mais receberia turistas, somando 20,1 milhões de visitantes, muitos deles motivados pelas Olimpíadas. Tal qual na recente negociação durante a Rio + 20, a hotelaria britânica organizou-se com períodos de bloqueio para a venda de hospedagem para o período dos jogos. Vendo que a demanda foi menor do que a prevista, foi necessária uma mudança de estratégia.

Diferentemente do que foi feito no Rio de Janeiro, no entanto, os ingleses foram mais pontuais em suas ações. Em vez de insistir em tarifas altas, como era esperado nos meses que antecederam os jogos, os hoteleiros com propriedades em Londres e seu entorno voltaram atrás, reduziram seus preços para garantir, principalmente, a movimentação dos turistas que visitariam o destino por um período mais curto.

Os acontecimentos recentes no Brasil já serviram como um alerta da (remanescente) imaturidade do mercado. O qui pro quo em torno da Rio + 20 foi um exemplo disso. Meses depois, o Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) anunciou a criação de uma ferramenta para monitorar as tarifas hoteleiras no mercado nacional – uma iniciativa que mostra uma movimentação do setor em direção ao aprimoramento e à melhoria do serviço hoteleiro prestado para os clientes locais e estrangeiros.

Outro sinal positivo foi a recente divulgação da Jones Lang LaSalle, apontando São Paulo e o Rio de Janeiro – eixos importantes dentro da hotelaria brasileira – como mercados que já são transparentes, segundo uma série de critérios estabelecidos pela consultoria.

Como a competição ainda está em seus primeiros dias, o levantamento sobre o movimento de turistas nos hotéis não mostra o balanço final do evento. É necessário que, mais do que nunca, a hotelaria deixe seu umbigo um pouco de lado para prestar atenção no que acontece do outro lado do Oceano Atlântico. A experiência hoteleira londrina, tal qual foi também a sul-africana, deixa pistas sobre as possíveis estratégias a serem adotadas quando as competições forem em solo brasileiro.

Há, ainda, um caminho a ser trilhado – mas a caminhada já parece ter começado.

Fonte:http://hoteliernews.com.br/2012/07/olimpiadas-de-londres-e-a-hotelaria-brasileira/?utm_source=PmwebCRM-HotelierNews&utm_medium=31%20de%20julho

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Especialistas questionam impacto positivo de Jogos no turismo

O aumento do turismo é frequentemente citado como um dos supostos benefícios que um país pode ter com a realização dos Jogos Olímpicos. Mas à exceção da agência oficial de turismo de Londres, é difícil achar alguém do setor que esteja otimista em relação aos benefícios que os Jogos Olímpicos de 2012 podem trazer ao setor na cidade.

Alguns estudos mostram que várias cidades-sede de Jogos recentes sofreram na verdade com uma queda no turismo no ano do evento e nos anos imediatamente posteriores.

Há quem sugira, inclusive, que o Rio de Janeiro, próxima sede do evento, não caia no conto do comitê olímpico e acredite que o megaevento seja capaz de turbinar o setor.

"Os Jogos não são um evento turístico. São, na verdade, uma droga poderosa que intoxica as pessoas e as faz insistir nisso sem qualquer base na realidade", disse à BBC Brasil Tom Jenkins, diretor-executivo da Associação Europeia de Operadores de Turismo (Etoa, na sigla em inglês), que prevê que o turismo local "desabará" depois do evento. Ele completa: "minha sugestão para o Rio de Janeiro é para que não caiam no conto do Comitê Olímpico Internacional".

Para o secretário de Turismo do Rio, Pedro Guimarães, no entanto, o planejamento dos organizadores dos Jogos na cidade prevê o incentivo à realização de grandes eventos na cidade para permitir a utilização plena dos locais de competições e também da infraestrutura hoteleira após o término da Olimpíada.

"Acredito que o Rio estabelecerá um paradigma novo para a realização dos Jogos", afirmou.

Sem expansão
Em uma série de estudos realizados nas cidades-sede, a Etoa vem confirmando nos últimos anos o que Londres deve provar novamente em 2012: em ano olímpico, o setor de turismo da cidade-sede encolhe em número de visitantes. Nenhuma das cidades examinadas (Pequim, Sidney, Barcelona e Atenas) apresentou expansão no ano olímpico.

Há evidências, segundo a Etoa, de que o maior evento do mundo provoca distúrbios - ou o medo deles - que espantam o turista convencional. Já os que viajam em função do calendário esportivo cobrem apenas temporariamente o buraco, que continua aberto por um bom tempo.

Barcelona, considerada um exemplo quando o assunto é legado olímpico, demorou quatro anos para retomar os níveis de ocupação hoteleira anteriores ao evento, afirma a Etoa. Sidney, na Austrália, viu dez grandes hotéis fecharem depois dos Jogos e serem convertidos em prédios residenciais por falta de hóspedes. Em Pequim, nos meses seguintes ao evento, o desembarque de turistas caiu 20%.

"Fenômeno conhecido"
Em Londres, a expectativa é que a receita anual com turistas em 2012 repita o desempenho de 2011, quanto eles movimentaram 12 bilhões de libras, ou cerca de R$ 36 bilhões. De acordo com a London & Partners, agência governamental de promoção do turismo na cidade, 26 milhões de pessoas devem visitar a cidade este ano.

"Considerando-se a crise na Europa, repetir 2011 é um bom desempenho", avalia Martine Ainsworth-Wells, diretora de Marketing da London & Partners, que confirma que a entidade tentou "mitigar" os efeitos negativos dos jogos sobre o setor de turismo. "É um fenômeno conhecido", reconhece.

Jenkins, da Etoa, afirma que as estimativas oficias, no entanto, são "extremamente otimistas". Ele diz que o primeiro semestre de 2012 foi melhor para o setor de turismo londrino do que o mesmo período no ano passado. "Se a estimativa oficial estiver correta, o segundo semestre será muito fraco para o setor", analisa. "Mas acho que na verdade vai desabar", prevê.

O especialista não está só. Recentes relatórios de entidades de turismo apontam para queda na ocupação de hotéis entre 30% e 35%. "Haverá menos visitantes gastando mais. Isso é o que explica mantermos os níveis de negócios do ano passado", diz Terry Williamson, diretor de operações da JacTravel, empresa que tem em sua base de clientes agências de viagem, operadores de turismo e sites de reservas de hotel.

Segundo Williamson, o fato de haver menos turistas gastando mais não é um bom sinal. Uma das principais razões para isso teria sido o fato de o Comitê Organizador dos Jogos de Londres ter bloqueado 40 mil quartos de hotel, o que provocou uma alta de preços nas unidades ainda disponíveis.

Hotéis mais caros
Pesquisas realizadas por diferentes sites de reservas confirmam aumentos significativos nos preços das diárias. O TravelClick apurou alta de cerca de 25% nas diárias de julho e agosto. A própria JacTravel encontrou hotéis quatro estrelas cobrando 415 libras por noite, ou cerca de quatro vezes o preço habitual. Já a Hotel.com registrou aumento de 104% nas diárias praticadas por hotéis de Londres para o verão.

"Alguns hotéis estão conseguindo flexibilizar as tarifas depois que o Comitê Organizador começou a liberar parte dos quartos que havia bloqueado e que não vai usar. Mas pode ser tarde demais", avalia Williamson.

Com menos hóspedes e a preços maiores, o setor hoteleiro pode ter salvo a própria pele. Mas outros segmentos não terão a mesma sorte. Em uma recente reportagem da revista The Economist, a SeeTickets, empresa líder na venda de ingressos para os famosos e turísticos musicais do West End londrino registrou vendas 20% menores para o período dos Jogos Olímpicos em relação aos mesmos meses em 2011. Cerca de 10% dos turistas que vêm a Londres vão ao teatro.

Há sinais, ainda, de que o preço dos Jogos será alto para a economia como um todo. Recente estudo do Citigroup em Londres afirma não haver evidência de que os Jogos sejam capazes de turbinar a economia britânica, que deveria, segundo a instituição financeira, encolher após o evento.

Embora identifique ganhos para a indústria pesada por conta da construção das locações olímpicas, a análise alerta para a queda do número de horas trabalhadas durante as competições, o que pode reduzir o ritmo da economia, entre outros potenciais efeitos negativos. "Os Jogos não são política econômica", alerta o Citigroup, que examinou 10 cidades-sede.

Ainda que estatísticas confiáveis sobre o impacto dos Jogos só venham a se tornar disponíveis em outubro, segundo a London & Partners, há sempre a expectativa de que, no longo prazo, o impacto do evento seja positivo para a cidade.

"O legado de longo prazo será, nós acreditamos, bem mais importante para o turismo britânico do que qualquer aumento em 2012. A cobertura internacional deve aumentar o número de visitantes nos próximos anos em milhões de pessoas, segundo o governo", lembra Miles Quest, porta-voz da British Hospitality Association.

Olimpíada ao vivo no Terra
O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, de 25 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura conta com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Fonte:http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/londres-2012/noticias/0,,OI6014876-EI19410,00-Especialistas+questionam+impacto+positivo+de+Jogos+no+turismo.html

Rio sedia I Fórum de Pesquisa Científica em Turismo

Como parte da programação do XXII CONPEHT, que acontece no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 18 de outubro, o Rio de Janeiro também sediará o I Fórum de Pesquisa Científica em Turismo, nos dias 15 e 16 do mesmo mês.

Formado por um comitê científico de pesquisadores oriundos do Brasil, Portugal, Espanha e América Latina, o Fórum tem como objetivo contribuir para a consolidação de uma rede de pesquisa científica no contexto panamericano.

A partir de apresentações sobre Turismo e Cultura, Turismo e Meio Ambiente, Planejamento e Gestão do Turismo e Empreendedorismo e Inovações do Turismo, os organizadores do evento esperam captar trabalhos de alto nível de relevância científica para os estudos turísticos contemporâneos. Além de formar uma rede de relacionamento internacional que fomente a troca de experiência e conhecimento sobre temas relativos ao turismo contemporâneo.

Os interessados em apresentar seus trabalhos, resultantes de pesquisas em diversos âmbitos como iniciação científica, especialização, licenciatura, bacharelado mestrado ou doutorado devem entrar no site www.conpehtbrasil.com para realizar a inscrição.

"Este congresso é uma oportunidade única para as pessoas publicarem seus trabalhos, já que é raro o Brasil promover congressos de turismo de caráter internacional", ressalta Sergio Ribeiro, coordenador geral do Fórum.

Congresso Panamericano de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo

Organizado pela FACHA – Faculdades Integradas Hélio Alonso -, em 2012 a expectativa dos organizadores do Congresso Panamericano de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo (CONPEHT) é receber cerca de 1.500 congressistas do Brasil, Espanha, Portugal, Estados Unidos, África do Sul e toda a América Latina.

Este ano o tema do congresso será "O Impacto dos Grandes Eventos no Turismo" e acontecerá entre os dias 14 a 18 de outubro na cidade do Rio de Janeiro, no Centro de Convenções SulAmérica.

Fonte:http://www.portugaldigital.com.br/turismo/ver/20070771-rio-sedia-i-forum-de-pesquisa-cientifica-em-turismo