terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Arquidiocese quer parcerias para movimentar turismo religioso

A próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será realizada no Rio de Janeiro em 2013. O evento deve trazer ao país, segundo estimativas do Ministério do Turismo, entre 1,5 milhão e dois milhões de turistas, oriundos de mais de 170 países católicos. Números que fazem a Arquidiocese do Rio de Janeiro vislumbrar parcerias para desenvolver ainda mais o turismo religioso no Brasil. Segmento trabalhado pelo MTur desde 2009. No país, já foram identificados 96 produtos turísticos de Norte a Sul do Brasil. Dos 344 municípios que informaram possuir oferta de turismo religioso, 176 possuem calendário de eventos religiosos.

“A Jornada tem um Projeto Cultural. Dentro dele, as cidades históricas que possuem o turismo religioso forte, onde a fé deixou uma história, estão dentro do percurso da Pré-Jornada e até para aqueles que desejam voltar. Lembrando que muitos permaneceram no país fazendo diversos tipos de turismo, principalmente o religioso. Então existe uma grande possibilidade de montar pacotes de Turismo Religioso, com visistas em outras cidades. Estamos em conversa com o Ministério do Turismo”, diz o bispo auxiliar do Rio e responsável pelo setor de Captação e gestão de recursos no Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio 2013, Dom Paulo Cezar Costa.

Segundo a pesquisa Dimensionamento e Caracterização do Turismo Doméstico do MTur, anualmente, são feitas 8,1 milhões de viagens domésticas movidas pela fé. Quando se fala em turistas estrangeiros que vêm ao Brasil com fins religiosos, este número é de aproximadamente 25 mil turistas ao ano. Números que para Dom Paulo Cezar devem ser outros números após a JMJ 2013. “Nós preferimos não trabalhar com números de visitantes, mas acreditamos que aqui no Rio de Janeiro o número de vai ser bem maior que Madri”, fala.

O evento será realizado entre os meses de julho e agosto. Segundo técnicos do MTur, todo o país será beneficiado com o evento, pois historicamente os jovens espalham-se pelas diversas cidades e regiões, para depois reunirem-se na cidade-sede, no caso do Brasil, o Rio de Janeiro. O impacto deverá ser maior do que a Copa do Mundo de 2014 e até mesmo das Olimpíadas de 2016 em termos de turistas, segundo estimativas do MTur.

Para Dom Paulo Cezar o evento vai trazer benefícios para o turismo e para a economia do país. A capital espanhola foi beneficiada com a celebração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madri 2011, com mais de 354 milhões de Euros. Por sua parte, a Comunidade de Madrid estimou que a JMJ gerou um incremento de 147 milhões de euros no Produto Interno Bruto da região.
“Serão beneficiadas a rede hoteleira, a rede de gastronomia, o comércio de uma maneira geral e as outras cidades. No caso do turismo, a maioria dos jovens não conhecia a Espanha, sendo que mais de 70% disseram que voltariam depois para conhecer o restante do país”, disse.

Cristo Redentor será o símbolo da JMJ Rio 2013 -O Cristo Redentor foi escolhido como símbolo da Jornada Mundial da Juventude de 2013. O cartão postal do Brasil foi escolhido para levar o nome da cidade aos quatro cantos do mundo em uma exposição itinerante. A réplica da imagem, que tem mais de três metros de altura, passará também por alguns estados brasileiros junto da Cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora, que preparam a juventude para a JMJ.

Segundo Dom Paulo Cezar, levar a imagem do Redentor a tantos países, simbolizando o Mundo inteiro, mostra como o Rio de Janeiro é acolhedor. “O Cristo é o símbolo de fé. A imagem com uma beleza muito grande e o formato dela com os braços abertos mostra bem a maneira acolhedora com que o povo carioca vai receber os visitantes”, afirma.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Rio tem 11 destinos turísticos indicados para a Copa de 2014

Com atrativos diversificados, o Estado do Rio teve dez destinos incluídos na lista de roteiros turísticos para a Copa do Mundo de 2014, além da capital, uma das cidades-sede da competição.

Divulgada pelo Ministério do Turismo, a seleção tem 182 destinos em municípios distantes até três horas por via terrestre ou até duas horas, por via aérea, das 12 cidades-sede do Mundial: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador.

O estudo mostra ainda em que tipo de segmento turístico cada município se encaixa; quais os mais famosos pontos de visitação das localidades e a distância entre eles e a cidade-sede correspondente. Os destinos do Rio se encaixam em quase todos os segmentos: sol e praia, ecoturismo, cultural, esporte e aventura.– O Governo do Estado já está fazendo a promoção dessas cidades em feiras nacionais e internacionais.

O objetivo é aproveitar o bom momento do Rio para alavancar o turismo no interior, aumentando o tempo de permanência do visitante e, consequentemente, a renda gerada para o estado – afirmou o secretário de Turismo, Ronald Ázaro.

Mais de 3 milhões de visitantes

A estimativa é de que 600 mil estrangeiros e três milhões de brasileiros circulem pelo Brasil durante a Copa de 2014.

– Nossos estudos indicam que cada visitante de fora do País realizará uma média de três viagens pelo Brasil durante o mês da Copa do Mundo. Traçamos uma estratégia para intensificar o fluxo de deslocamentos, beneficiando o maior número de municípios e distribuindo melhor a geração de emprego e renda – disse o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

Os municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e no destaque da promoção oficial. Entre campanhas e convênios, o ministério estima investir R$ 70,5 milhões em 2012. Para a promoção internacional do turismo brasileiro, a expectativa é que a Embratur tenha R$ 139 milhões.

Fonte: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/01/09/rio-tem-11-destinos-turisticos-indicados-para-a-copa-de-2014/

Ramada abre hotel a 400 m do Riocentro em março

A região do Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro, vai ganhar o primeiro hotel em março. Será oRamada Hotel & Suites Barra da Tijuca, bandeira da rede norte-americana Ramada e que no Brasil é administrado pela Vert Hotéis, da empresária e ex-secretária de Turismo de Minas Gerais, Érica Drumond.

“Um dos diferenciais do empreendimento é a proximidade do Riocentro, a cerca de 400 metros de distância, e perto do Projac, local dos estúdios da TV Globo”, enfatiza Érica ao Portal PANROTAS. A inauguração marca ainda a chegada da marca ao Estado.

A totalidade, ou grande parte, dos meios de hospedagens na zona oeste da cidade está concentrada no lado direito da avenida das Américas, para quem trafega no sentido do Recreio dos Bandeirantes.

SERVIÇOS
Segundo Érica, a obra era para ter sido concluída em novembro de 2011. “Mas houve um atraso e vamos inaugurar o hotel em março, e as expectativas são muito boas, tenho certeza que será um sucesso”, afirma a diretora da Vert Hotéis. O Ramada Barra da Tijuca vai ser inaugurado com 273 apartamentos e suítes, mas a meta não para por aí.

“O objetivo é, em mais dois anos, disponibilizarmos um total de 570 apartamentos e suítes distribuídos em duas torres de uso hoteleiro, além de construir uma torre dedicada ao segmento de longa estada, com 100 quartos”, explica a executiva.

O Ramada Barra da Tijuca vai oferecer os seguintes serviços: piscina, restaurante, fitness center, room service 24h, estacionamento e business center, entre outros. “Teremos ainda uma sala de eventos para até 400 pessoas”, diz Érica.

No futuro hotel carioca, assim como nos outros dois Ramadas abertos (em Lagoa Santa-MG e São Paulo) e nos demais que a Vert irá abrir e gerenciar, Érica destaca que o hóspede vai se surpreender com a qualidade dos serviços. “A Vert nasceu com uma proposta de resgatar os valores da hotelaria. Não é caro ser gostoso, é, sim, uma questão de gestão”, finaliza ela.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A meta para o turismo brasileiro em 2012 é a mesma de anos

A capacitação dos profissionais do setor de turismo é talvez roteiro principal para o ano que se inicia - igualmente ao que ocorre desde épocas imemoriáveis no Brasil. O governo vem sublinhando o tema em sua agenda à medida que os grandes mundiais esportivos batem à porta. Uma vez que a infraestrutura - principal peleja para que esta atividade ganhe maiores dimensões - não poderá ser suprida a tempo, segundo consta nas entrelinhas, é no serviço que reside a fresta de pretensa magnificência do País quanto a estes eventos.

O próprio MTur (Ministério do Turismo) divulgou nota recentemente sublinhando, por intermédio de três especialistas do mercado, a área de recursos humanos como lacuna histórica que precisa ser minimizada - e, diga-se de passagem, há tempos está arraigada à postura retrógada do País. A pasta garante ter qualificado, de 2003 a 2011, 815,5 mil pessoas em especialidades técnicas de base do setor, línguas estrangeiras e gestão empresarial para o turismo - o que, ainda que benévolo, soa minguado.

Na frente privada, a pretensão da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) é formar 30 mil profissionais até o final deste ano - embasados na previsão de que, nos próximos dez anos, 50 milhões de brasileiros manterão em sua cesta de consumo o turismo. Aparentemente, especula-se, o foco da entidade se estende além do compêndio Copa do Mundo - visão claramente fidedigna e sistêmica do mercado, como se baixassem a cortina da infância e entendessem que o principal mote dos mundiais é amadurecer o País como indústria turística; e não só fazer bonito no jargão vitrine internacional.

A passos mais largos, na outra ponta do iceberg, o próprio executivo do setor tem buscado meios para dilatar sua formação, estimulado pela promessa de que os salários se alarguem, gradualmente e junto às oportunidades de emprego, quando ele se prepara profissionalmente - como mostrou um recente estudo da QI Profissional.

É como se o onisciente coletivo, à frente até mesmo do Estado, compreendesse que a profissionalização depende da probidade dos protagonistas deste setor - principalmente dos que estão na esfera privada -, isentando o governo de ações que configuram a responsabilidade tangível do próprio MTur. Independente do lado em que estes personagens agem, é certo que a consciência começa a se desenhar de forma positiva.

Some-se a isso as condições econômicas e sociais inéditas, que têm se refletido neste mercado, fortalecendo o posicionamento de que o aprendizado deve ganhar, nos próximos anos, dimensões destoantes do amadorismo que ora ou outra vinha sendo via de regra.

Por sorte, as crises econômicas dos últimos anos revelaram a dimensão do turismo interno, desfazendo o mito de que o mercado brasileiro não se sustentaria por si só. Mesmo com o apartamento do viajante internacional, a atividade manteve-se em funcionamento somente com a demanda doméstica - elucidando, portanto, que tal fatia é crucial e existente para a sustentação do nível de emprego.

As perspectivas parecem compulsórias e devem impactar todos os segmentos que englobam a atividade turística. No entanto, o grau de realização deste potencial depende da capacidade de articular e reunir esforços públicos e privados dentro das mesmas estratégias de crescimento. A capacitação figura nessa lista, num cenário em que o papel das entidades empresariais cresce tanto na proporção de medidas quanto na sua efetiva implementação.

Para acertar o ritmo e o compasso no quesito capacitação, é preciso compreender o turismo não como setor - como comumente é chamado - mas como um segmento estratégico e transversal, que depende de outras indústrias para funcionar.

Sem restaurantes, bares, boates, museus, táxis e afins não há meios de oferecer um projeto turístico por completo. E aí se estende a imprescindível preparação da mão de obra nacional. O Estado deve, caso queira ter o País posicionado como destino maduro em âmbito internacional, construir meios para que essas atividades correlatas possam bem-servir juntamente às áreas primárias - como hotelaria, aviação e transporte urbano.

Aqui reside o desafio maior para o ano que chega - uma vez que os gargalos de mobilidade urbana, substancialmente, já naufragaram. Agora, resta cativar o estrangeiro com um sorriso no rosto e o usufruto de uma língua inglesa pouco compreendida, mas que minimamente faz ser entendido. O atraso protocolar começou a perder o charme, é hora de fazer.

Editorial Hotelier News

Fonte: http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=71448&Midia=2