quarta-feira, 4 de julho de 2012

Maioria dos estrangeiros que participaram da Rio+20 quer voltar ao Brasil

Agência Brasil

Pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) mostra que a maioria dos estrangeiros que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, quer voltar ao Brasil. Foram ouvidas 228 pessoas – 101 jornalistas de 42 países e 127 representantes de delegações de 33 países – que estiveram na conferência, realizada no mês passado no Rio de Janeiro.

A quase totalidade (97%) dos entrevistados quer voltar ao Brasil e mais da metade (cerca de 60%) voltou para casa com melhor opinião sobre o país.

“A pesquisa confirma o acerto em determinadas estratégias. Abrimos para um público novo no Brasil [54% estavam visitando pela primeira vez o país]”, disse o presidente da Embratur, Flávio Dino. Para ele, o desejo de voltar ao Brasil mostra acertos de organização.

Para metade dos entrevistados, a personalidade dos brasileiros é o principal "atrativo turístico" do país. Em segundo lugar ficaram as belezas naturais (35%) e, em terceiro, a hospitalidade brasileira (18%).

Enquanto, para 36% dos entrevistados a visita superou as expectativas iniciais, 4% disseram que a impressão sobre o Brasil foi pior do que quando chegaram ao país. Entre os aspectos negativos apontados por jornalistas e delegações estrangeiras, os preçosdos produtos e serviços concentraram o maior número de reclamações.

Às vésperas do evento, os valores cobrados pela hospedagem no Rio de Janeiro atingiram níveis preocupantes, o que resultou em negociações entre o governo e o setor hoteleiro. Os acordos chegaram a fixar uma redução de até 60% nos custos de hospedagem de delegações de outros países.

“A pesquisa mostra a necessidade de ampliação da rede hoteleira e de adoção de medidas como a desoneração [na rede hoteleira, a desoneração entra em vigor a partir de agosto]. Ao governo cabe propiciar boas condições gerais, mas o setor privado deve assegurar mais investimentos e preços justos”, disse Dino.

No entanto, a reclamação sobre os preços ultrapassou o período de reservas em hotéis. Durante o evento, os valores cobrados por alimentos e bebidas chamaram a atenção de representantes brasileiros e estrangeiros. No Riocentro, onde estavam concentradas as negociações em torno do documento final da Rio+20, uma lata de refrigerante ou uma garrafa de água custava R$ 5. O valor das refeições girava em torno de R$ 35.

Além desse aspecto, os entrevistados estrangeiros também criticaram o trânsito da cidade e os serviços de telefonia e internet. Para Dino, na relação sobre pontos negativos não houve surpresas. O presidente da Embratur acredita que o país estará mais bem preparado para os próximos megaeventos, como a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro.

“Temos hoje um trabalho muito intenso e está tudo em andamento, como o novo marco de concessão de aeroportos e investimentos em mobilidade urbana. Temos tempo suficiciente, mas a pesquisa confirma que temos que avançar muito”, destacou o presidente da Embratur.

Mais de 50% dos entrevistados concordam que o país está no caminho certo para sediar eventos como a Copa e os Jogos Olímpicos. Apesar disso, 37% deles disseram que não voltarão ao país para tais competições. “O público de uma conferência como a Rio+20 é distinto de um público de Copa do Mundo”, avaliou Dino.

Para ele, a visão da maior parte dos estrangeiros sobre a capacidade do país nesse quesito é promissora. “Os mais de 50% que acreditam [na preparação do país para os megaeventos] é estimulante para o setor público", acrescentou Flávio Dino. Ele disse esperar que o setor privado leve isso em consideração para planejar novos investimentos.

Fonte:http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Maioria_dos_estrangeiros_que_participaram_da_Rio20_quer_voltar_ao_Brasil&edt=22&id=266493

terça-feira, 3 de julho de 2012

Reconhecimento do Rio como Patrimônio Cultural oportunidades econômicas

Agência Brasil

Rio de Janeiro - O reconhecimento do Rio de Janeiro pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural da Humanidade, na categoria Paisagem Cultural Urbana, abre oportunidades para a cidade e o estado em termos econômicos.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (Abih-RJ), Alfredo Lopes, não tem dúvida que a capital fluminense “vive sua década de ouro e o turismo protagoniza o desenvolvimento econômico da cidade”. Lopes disse que nos próximos anos, em razão dos mega eventos que ocorrerão na cidade, pelo menos 10 mil novos quartos de hotéis entrarão em operação. A média de ocupação hoteleira anual se mantém entre 75% a 80%.

“A hotelaria aproveita para se renovar e treinar sua mão de obra para atender a demanda, que cresce a passos largos. Recebemos com orgulho esse título. O sólido calendário de eventos, a bem-sucedida política de segurança pública e a exposição positiva da cidade na mídia internacional convergem para o excelente momento do turismo na cidade”, disse.

De acordo com dados da Abih-RJ, com base em pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio de Janeiro, incluindo capital e região metropolitana, dispõe de cerca de 38,5 mil quartos de hotel. No ano passado, 500 novos quartos entraram em operação. A previsão é que 5,8 mil novos quartos comecem a ser construídos este ano, com previsão de entrada em funcionamento em 2014, totalizando 17 novos hotéis. A Abih-RJ estima que até 2016 entrarão em operação, “pelo menos”, 10 mil novos quartos.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, encerrada no dia 22 de junho passado, a ocupação ficou em cerca de 85%, no período de 12 a 19 de junho, e 95%, no período de 19 a 23 do mesmo mês.

Na avaliação do presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindiRio), Pedro de Lamare, o título concedido pela Unesco “só vem a somar com o movimento de alta que a cidade do Rio tem vivido”.

Lamare destacou que o título de Patrimônio Cultural da Humanidade ajuda também a conscientizar a população, “de que nós temos que cuidar dessa paisagem, na questão da preservação, do próprio comportamento em relação ao meio ambiente. Traz uma melhora crescente da autoestima do carioca”.

Em termos econômicos, Lamare disse que o título inédito reforça a imagem do Rio de Janeiro como destino turístico internacional e faz com que o foco da cidade aumente para o turista estrangeiro e, também, nacional. O presidente lembrou que, na última temporada, o turista brasileiro teve presença marcante na cidade.

“Isso vai trazer negócios”, assegurou, aludindo à contribuição prevista para o aumento do turismo e da entrada de divisas no Rio de Janeiro, que tem hoje uma perspectiva positiva na área turística em função de grandes eventos já programados, como a Copa das Confederações e o Encontro Mundial da Juventude com o Papa, em 2013; a Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e as Olimpíadas, em 2016.

Fonte:http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/07/03/reconhecimento-do-rio-como-patrimonio-cultural-oportunidades-economicas/

Estrangeiros da Rio+20 mostram altos e baixos do Rio

Pesquisa realizada pela Embratur mostrou que 68% dos estrangeiros que visitaram o Rio de Janeiro para participar da Rio+20 disseram que a experiência correspondeu ou superou as expectativas. Dos entrevistados, 59% ressaltaram que a imagem que tinham do Brasil melhorou após a visita, enquanto 97% afirmaram que pretendem voltar. Os dados fazem parte da Pesquisa de Percepção do Brasil por Estrangeiros Durante a Rio+20 e foram apresentados hoje pelo presidente da Embratur, Flávio Dino.

“Os resultados da pesquisa mostram que as belezas naturais, a personalidade do brasileiro e a hospitalidade são as características nacionais mais marcantes para os participantes do evento”, disse Dino. “Sobre os serviços e infraestrutura turística apresentados pelo País, 81% dos visitantes estrangeiros disseram acreditar que o País já está ou estará preparado para sediar os megaeventos programados para acontecer nos próximos anos”, acrescentou.

A pesquisa listou os itens avaliados negativamente, entre eles os preços, as dificuldades com a língua e o trânsito, tendo este último atingido a pior avaliação: 81% julgaram como ruim ou muito ruim. A sinalização também merece atenção, já que apenas 41% avaliaram entre bom e muito bom e 31% como regular. Ao todo, foram entrevistadas 228 pessoas, entre delegados e jornalistas estrangeiros, de 42 países da América do Sul, América do Norte e Europa. A pesquisa buscou saber o que eles acharam dos atrativos e serviços turísticos oferecidos pelo País. O estudo foi realizado entre 20 e 21 de junho, no Rio de Janeiro (RJ).

Fonte:http://panrotas.com.br/noticia-turismo/mercado/estrangeiros-da-rio20-mostram-altos-e-baixos-do-rio_79538.html

Para estrangeiros preços e transporte no país são ruins

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) nesta terça-feira (03/07), para 24% dos turistas estrangeiros os preços cobrados por produtos e serviços no Brasil são altos. A pesquisa entrevistou participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que ocorreu no Rio de Janeiro no mês passado. No levantamento, os estrangeiros reclamaram dos preços dos produtos e serviços, acesso ao idioma e a infraestrutura de mobilidade urbana.

O resultado mostra a “necessidade de melhoria de competitividade de nossos produtos e de diversificação de oferta”, disse o presidente da Embratur, Flávio Dino. Ele defendeu ainda a desoneração tributária para insumos e serviços usados pelo setor de turismo, como redução do custo da energia elétrica para a rede hoteleira.

A “Pesquisa de percepção dos estrangeiros sobre o Brasil durante a Rio+20” também constatou que 17% dos entrevistados consideram a dificuldade com o idioma um ponto negativo ao visitar o Brasil. “Isso mostra que temos que aumentar a qualificação de recursos humanos” para atender os visitantes, afirmou Dino.

Para 13% dos entrevistados a cidade não tem um sistema de transporte adequado. Outro ponto criticado pelos visitantes foi a rede de telefonia e de internet, considerada regular, ruim ou muito ruim por metade dos turistas estrangeiros na Rio+20. O objetivo da pesquisa é definir quais os desafios para a organização dos próximos grandes eventos no país. O levantamento foi feito com 127 estrangeiros participantes da Rio+20, além de 101 jornalistas de 42 países.

Luciano Palumbo

Fonte:http://www.mercadoeeventos.com.br/site/Noticias/view/86182