terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Para Accor, caso Rio Palace é questão ética

Repassada para a avaliação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) – que irá dar o veredicto sobre a eventualidade - a disputa entre Accor Hotels e BHG (Brazil Hospitality Group) pelo controle do edifício Rio Palace, onde atualmente está instalado o Sofitel Rio de Janeiro, ainda promete se arrastar pelos tribunais antes de ser totalmente definida. Locatária do imóvel há aproximadamente 15 anos e atualmente administrando o lugar, a Accor acredita que seu direito de gerenciar o prédio é questão ética e de justiça.

Em entrevista ao Hôtelier News, Roland de Bonadona, COO do grupo francês para a América Latina, falou sobre o problema e, revelando algumas incertezas, mostrou-se confiante quanto ao pleito pelo hotel, que, segundo ele, ainda deve demorar a ser resolvido.

“Claro, não há como prever a decisão do Superior Tribunal. No entanto, acredito que possa ser a nosso favor”, diz o executivo que assegura não dar apenas um palpite. “Já consultamos alguns especialistas em causas deste tipo e pelo que verificamos é uma decisão sensata nos conceder o direito sobre o imóvel”, complementa.

Segundo Bonadona, a empresa já investiu mais de R$ 40 milhões em melhorias no edifício e foi responsável por fazer do lugar um marco na capital fluminense, dando visibilidade a uma edificação que já enfrentou maus momentos. “Além das aplicações que já fizemos em melhorias, temos um gasto anual que gira em torno de R$ 5 milhões – verba suficiente para construir uma unidade ibis -, apenas para a manutenção das condições do hotel. Estamos gerindo o empreendimento desde 1996 e o direito de preferência que o recurso está exigindo é justificado nisso”, comenta.

O COO acrescenta ainda que a empresa estacionou um plano de reconfiguração que abrange todas as alas do empreendimento. Para a reforma, que tinha como objetivo atender os turistas que chegam ao Brasil para grandes eventos, a corporação estima gastos de até R$ 60 milhões. “O projeto de modificação foi suspenso por algumas regras da prudência, que fazem com que a empresa espere a decisão da Justiça”, articula.

O representante da empresa conta que, apesar de a última decisão oficial ter sido tomada em favor da concorrente, a Accor fica entusiasmada com admissibilidade do STJ para com o recurso. A acolhida do processo pela última instância permite que o grupo continue administrando o lugar.

Segundo o executivo, a expectativa é que o mérito da questão demore dois ou três anos para ser julgado.

Outro Sofitel
Com 388 quartos, o Sofitel Rio de Janeiro é um dos principais hotéis da corporação no Brasil. Apesar disto não é o único da marca cinco estrelas na capital fluminense. Isto porque no início de janeiro a companhia anunciou a conversão do hotel Caesar Park Rio de Janeiro Ipanema para Sofitel.

A alteração gerou especulações sobre a estratégia do grupo, que com a perda da outra unidade manteria a bandeira presente no destino.

“Não fizemos alteração da bandeira Caesar por estratégia e sim para ter mais hotéis de alto padrão em território brasileiro. Temos poucos hotéis Sofitel no Brasil [além dos cariocas a marca está presente em São Paulo e Santa Catarina] e temos a intenção de aumentar a quantidade de hotéis de luxo”, conta. Segundo Bonadona, a unidade de Ipanema também receberá R$ 60 milhões em investimentos e se enquadrará na categoria butique.

Serviço
www.accorhotels.com
www2.bhg.net

Fonte:http://hoteliernews.com.br/2013/02/para-accor-caso-rio-palace-e-questao-etica/?utm_source=PmwebCRM-HotelierNews&utm_medium=06%20fevereiro

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