segunda-feira, 4 de junho de 2012

Brasil e ONU distribuem "passaportes verdes" para turistas no Rio

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, está distribuindo, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, milhares de "passaportes verdes" a turistas na cidade. A iniciativa é co-organizada pelo Governo do Brasil.

O evento, no Corcovado, marca o início das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, neste 5 de junho.

Os "passaportes" trazem dicas de sustentabilidade além de informações sobre a Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre de 20 a 22 deste mês, na capital fluminense.

De acordo com a página do Pnuma, na internet, turistas que chegaram ao bondinho que leva à estátua do Cristo Redentor, foram saudados com os "passaportes verdes". Entre os participantes estavam o chefe do Pnuma, Achim Steiner, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Steiner lembrou que o turismo é a maior indústria do mundo, e que representa 11% do Produto Interno Bruto, PIB, mundial.

Copa do Mundo

A iniciativa dos "passaportes verdes" já foi lançada no Equador, na Costa Rica e na África do Sul. Somente no país africano, foram entregues 100 mil cópias durante a Copa do Mundo de 2010. O Brasil espera distribuir os guias durante a Copa de 2014.

Além de dicas sobre viagens, os turistas recebem informações sobre hotéis gerenciados de forma sustentável e restaurantes que utilizam produtos e alimentos baseados na economia verde.

A ministra Izabella Teixeira disse que a Campanha do Passaporte Verde poderá ser realizada também durante a viagem do papa Bento XVI ao Brasil, em 2013. A visita do pontífice deve atrair 2 milhões de pessoas incluindo grande número de jovens.

sábado, 2 de junho de 2012

PNUMA lança Passaporte Verde para conscientizar turistas

A pressão dessa população flutuante sobre os serviços e recursos naturais levou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a iniciar, na Semana do Meio Ambiente e na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), campanha mundial para que os estrangeiros busquem opções de consumo de baixo impacto ambiental nos países onde aportarem.

A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Ministro do Turismo, Gastão Dias Vieira, e o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, lançam a campanha no dia 02 de junho (sábado), no Cristo Redentor [profissionais da imprensa, informações de acesso ao final], um dos principais cartões postais e pontos turísticos mais visitados do País. O material em português estará acessível pelo site [www.passaporteverde.gov.br]. O objetivo é mostrar ao turista de que forma suas escolhas durante uma viajem podem contribuir para a conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida das pessoas.

A charmosa Paraty, cidade histórica do Rio de Janeiro, foi escolhida para sediar o projeto piloto da campanha. O município vai implementar várias iniciativas para promover a melhoria da sustentabilidade socioambiental, a começar pela gastronomia local. Os restaurantes serão estimulados a adquirir produtos da agricultura familiar, da pesca artesanal e da produção rural sustentável da localidade.

O lema da campanha, que começa no Brasil e deve se espalhar pelo mundo nos próximos anos, é "Passaporte Verde, Turismo Sustentável por um Planeta Vivo". A partir da Rio+20, todo turista que desembarcar nos aeroportos brasileiros receberá orientações sobre padrões de consumo sustentáveis. A proposta é oferecer ao turista uma nova maneira de interagir com a natureza, com tradições e valores socioculturais singulares e diversos.

Julio Serson destaca benefícios de mega eventos para hotelaria

O presidente do FOHB, Júlio Serson destaca em artigo a importância da Rio + 20

Aguardada há 20 anos, desde a Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, dá o ponto de partida à série de eventos internacionais que mobilizarão a infraestrutura do turismo brasileiro até 2016. Depois da Conferência na Capital fluminense, sediaremos dois outros acontecimentos de projeção mundial: a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, dois anos depois. Para os três principais dias da Rio + 20 (de 20 a 22 de junho), são esperadas 30 mil pessoas, incluindo pelo menos chefes de Estado e delegações com centenas de integrantes.

Eventos deste porte geram grande impacto sobre a rede hoteleira, em qualquer lugar do mundo. Assim como acontece hoje no Rio de Janeiro para o período da Conferência, também a Assembleia Geral das Nações Unidas costuma esgotar os leitos disponíveis em Nova Iorque em setembro. No caso brasileiro, faz um bom tempo que as delegações estrangeiras, autoridades brasileiras, organizações não governamentais vêm se organizando para garantir hospedagem e presença na extensa agenda da Rio + 20. E certamente, para a Copa das Confederações, em 2013, competição preparatória para 2014, e a própria Copa Mundial de Futebol, essa mesma estrutura terá se aprimorado.

A expansão do segmento hoteleiro acompanha a mesma lógica de desenvolvimento de outros setores-chave da economia. Também dependemos de demanda em escala para crescer, por meio de um planejamento de longo prazo e de parceiros com fôlego para bancar investimentos bastante elevados, especialmente em torno das grandes bandeiras estrangeiras, que escolheram o Brasil como mercado principal para seu crescimento. Mas, sobretudo, dependemos de um horizonte sustentável em torno da demanda, que não pode estar restrita à sazonalidade. Conforme estudo realizado pela Ernst Young e Fundação Getúlio Vargas, a Copa do Mundo poderá gerar um crescimento de até 79% no fluxo turístico internacional para o Brasil somente em 2014. Entre 2010 e 2014, a previsão é que iremos contabilizar quase três milhões a mais de visitantes estrangeiros em relação ao contingente normal. Em contrapartida, no período, a rede hoteleira irá somar 20 mil novos leitos em todo Brasil.

Ao mesmo tempo, porém, esses empreendimentos precisam definir estratégias que lhes garantam a sustentabilidade do negócio ao longo do tempo, o que não é tão simples se observarmos que o setor enfrenta obstáculos estruturais que retém um pouco o ritmo de crescimento. De um lado, o custo proibitivo dos imóveis freia muitos novos empreendimentos, e, de outro, o câmbio elevado do Real desestimula o turismo doméstico. Esse turismo de lazer, que poderia gerar um upgrade na ocupação média dos leitos, manterá os olhos voltados ao Exterior enquanto o Real estiver valorizado em relação ao dólar.

Certamente, nos últimos anos, impulsionado pelo bom momento da economia, temos registrado curvas crescentes nas taxas médias de ocupação, a qual chegou próxima dos 70% em 2011. O preço médio das diárias também apresentou recuperação, em torno de 15%. No entanto, esse patamar de ocupação apresenta grande dependência do turismo de negócios, o qual, por sua vez, está associado ao desempenho do PIB (Produto Interno Bruto). E no contexto de um mercado dependente dos negócios ou eventos, a rede hoteleira encontra pouca margem para recuperar os valores das diárias, ainda bastante comprimidos em função de antigos processos inflacionários.
A agenda de eventos que inicia em junho expõe, desta maneira, o fato de que o segmento hoteleiro exige a adoção de políticas que permitam um planejamento de médio e longo prazo. O Brasil que quer se firmar como importante interlocutor entre as principais Nações mundiais e acolher em solo nacional agendas globais, precisa definir e prover os meios necessários para a expansão apropriada de sua infraestrutura.

Julio Serson é Presidente do Grupo Serson, vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP).

Luiz Marcos Fernandes

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Rio planeja Salão do Turismo e Bolsa Internacional em lugar da Abav

Por Luiz Marcos Fernandes

Em 2013, o Rio de Janeiro deixa de sediar o Congresso da Abav e a Feira das Américas. Para compensar essa perda, o governo do estado e entidades do setor planejam realizar dois mega eventos. O primeiro deles seria a realização, já em 2013, do Salão de Turismo Roteiros do Brasil, que até o ano passado acontecia em São Paulo. O assunto já foi levado ao ministro Gastão Vieira pelo secretário de estado de Turismo, Ronald Ázaro. "Já apresentei uma proposta ao ministro e ele me pediu que lhe passasse mais detalhes sobre a nossa ideia e a estrutura que podemos oferecer", destacou ele.

Em relação ao Salão Estadual do Turismo do Rio de Janeiro, a ideia é realizar o evento em Copacabana após as eleições. "Mas não vamos esquecer o interior e no primeiro trimestre do próximo ano faremos um segundo evento numa das cidades candidatas do interior fluminense", explicou.

Outro assunto que também começa a ganhar forma é a realização de uma Bolsa Internacional de Turismo, que não seria obrigatoriamente nos mesmos moldes da antiga Brite. Segundo Salvador Saladino, presidente da Brazilian Incoming Travel Operators (Bito), o tema já começou a ser discutido e deve ser aprofundado. "Precisamos pensar num modelo de evento que possa trazer resultados, e isso significa trazer ao país buyers que possam efetivamente garantir a vinda de grupos de turistas. Temos a Tap que é a principal empresa aérea parceira do Brasil entre as companhias estrangeiras e vamos discutir um modelo adequado para formatação deste evento", adiantou.