quinta-feira, 30 de abril de 2015

TurisRio apresenta plano de marketing para os próximos anos

O Prodetur é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do turismo. Com estas palavras Paulo Senise, Presidente da TurisRio – Cia. de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, empresa vinculada a Setur-RJ, deu início à palestra “Rio de Janeiro- Portão de Entrada para os Destinos no Interior do Estado”, durante a realização do III Encontro do Prodetur Nacional, apresentando o plano de marketing a ser executado nos próximos anos pela Setur-RJ/TurisRio.

Entre as diretrizes expostas por Senise estão: fortalecer a imagem nos mercados emissores, aumentar a presença no mundo digital e nas revistas de bordo, e intensificar a realização de seminários e de programas de treinamento para profissionais do trade.

"Aliado a isso produziremos nova folhetaria das regiões do interior fluminense, ampliaremos o nosso banco de imagens e investiremos em eventos de promoção nacionais e internacionais. O objetivo é fazer com que os turistas aumentem a permanência no Rio de Janeiro em mais três dias para que possam visitar as “Cidades Maravilhosas” que compõem o interior do Rio de Janeiro", disse Senise.

Senise priorizou, ainda, em sua apresentação os investimentos que vem sendo feitos para os grandes eventos que o Rio de Janeiro está sediando, como a JMJ – Jornada Mundial da Juventude (R$ 100 milhões) e os Jogos Olímpicos (R$ 38.2 bilhão). Aliado aos investimentos de infraestrutura, Senise destacou os 15 novos hotéis que serão construídos até o final deste ano, resultando em mais 4 mil quartos e 12 mil empregos indiretos.

O presidente da TurisRio ressaltou também números relacionados à chegada de turistas nos cruzeiros marítimos no Rio de Janeiro, lembrando que o Estado do Rio de Janeiro tem duas cidades entre o ranking das cidades portuárias que mais receberam benefícios pelos gastos dos cruzeiristas e tripulantes. "A capital, Rio de Janeiro, e Armação dos Búzios, município localizado na Costa do Sol, são importantes pontos de desembarque de turistas dos cruzeiros. Desembarcaram no Píer Mauá, na temporada 2014/2015, 290.876 passageiros, e o movimento total no Estado foi de mais de 1 milhão de turistas. Esses visitantes estimularam a geração de empregos e movimentaram a economia."

A origem dos turistas que visitam o Estado do Rio de Janeiro também foi apresentada. Nas chegadas internacionais os grandes campeões são os argentinos, correspondendo a 15,5% dos visitantes. Com relação aos turistas nacionais, 16% dos que circulam pelo estado são moradores do Rio de Janeiro seguidos pelos paulistas com 12,7%. Outro dado revelado pela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas foi a importância da internet para a escolha do destino dos viajantes. Mais de 70% dos brasileiros e cerca de 60% dos estrangeiros disseram que preferem fazer uma seleção prévia de suas viagens futuras, navegando nos sites de busca.​

Fonte:http://www.mercadoeeventos.com.br/site/noticias/view/117097

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fórum debate legado para o Rio de Janeiro pós-Olimpíadas

Autoridades e representantes de comitês das cidades olímpicas de Barcelona, na Espanha, e Londres, Inglaterra, consideradas atualmente ícones do turismo internacional, participaram hoje (29), no Rio de Janeiro, do Fórum Rio 2017 – Um Futuro de Oportunidades, para mostrar com suas experiências como a capital fluminense poderá garantir um legado sustentável para moradores e visitantes após o término das Olimpíadas 2016.
O diretor comercial do Rio Convention & Visitors Bureau, Michael Nagy, promotor do fórum, disse que é importante ouvir os países que já passaram por essa experiência a fim de que o que foi positivo possa ser replicado no Rio de Janeiro. Ele destacou as experiências de sucesso de Barcelona e Londres para construir acordos que estarão prontos para produzir frutos depois de 2016, citando como exemplo o que está sendo feito no centro do Rio. “O centro da cidade está virando um destino de cultura, de música, gastronomia, semelhante aos grandes centros culturais mundiais, como Paris, para onde as pessoas viajam para ouvir jazz, por exemplo”, disse.
Nagy  relacionou também as obras de mobilidade urbana, como a construção da Linha 4 do metrô, que ligará Ipanema à Barra da Tijuca e a modernização de hotéis. A Barra da Tijuca, na zona oeste, está se tornando, segundo ele, o maior destino de captação de turismo da América Latina. “A mobilidade trouxe um novo Rio de Janeiro não só para os turistas que vêm ao município, mas para o morador também. Porque uma cidade em que o morador consegue se locomover, o turista também aprecia”, disse.
Já Alfredo Lopes, presidente do Rio Convention & Visitors Bureau e da Associação Brasileirada Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), falou sobre a rede hoteleira carioca, exemplificando a situação de Barcelona antes de sediar as Olimpíadas. “A cidade não dispunha nem de hotéis para abrigar os turistas durante os Jogos Olímpicos e conseguiu superar as dificuldades, elevando a oferta em 5 mil quartos.”
Lopes informou que a rede hoteleira do Rio entregou no ano passado 6,8 mil quartos e prevê a entrada em operação, até março de 2016, de mais 16 mil quartos. “São números muito grandes frente a um movimento turístico internacional muito pequeno”. A preocupação do presidente da Abih-RJ é saber o que fazer para que em 2017 essa oferta não fique ociosa. No caso do Rio de Janeiro, ele disse que a fórmula a ser adotada deve se adequar de maneira constante à realidade mundial. “O dólar hoje, por exemplo, está favorável ao turismo importativo e não exportativo. Mas ninguém pode prever como a taxa irá variar até 2017”.
No caso de Barcelona e Londres, Lopes lembrou que lá foi feito um trabalho de divulgação. “Houve sempre investimento grande em propaganda, promoção, divulgação dessas cidades no mundo”. Além de o posicionamento das duas cidades na Europa, o poder aquisitivo dos europeus, maior que o dos vizinhos do Brasil na América Latina, facilidade de deslocamento e mais oferta de voos favorecerem o fluxo de turistas.
Para o presidente da Abih, o Rio de Janeiro tem muito para crescer no setor de turismo. Segundo ele, Barcelona, por exemplo, recebe atualmente 12 milhões de visitantes estrangeiros por ano e o Brasil em torno de 6 milhões. Isso “mostra o gap [lacuna] que nós temos para poder crescer”. Na avaliação de Alfredo Lopes, se não houver promoção constante antes, durante e depois das Olimpíadas, o setor hoteleiro terá um problema sério de ocupação em 2017, “porque só as Olimpíadas não vão resolver o problema para o futuro”.
O tema segurança, segundo o diretor comercial do Rio Convention & Visitors Bureau, Michael Nagy, foi consenso entre os participantes do fórum. O diretor-presidente do Barcelona Tourism Board, Jordi William Carnes, reconheceu que o assunto é motivo de preocupação em qualquer parte do planeta. “É um problema mundial, principalmente nos destinos de turismo”. Onde tem turista que não fala a língua local, há uma situação de alerta para os visitantes, destacou.
O Rio de Janeiro está atento a esse aspecto, garantiu Nagy. “Não é um problema exclusivo do Rio”. Ele acrescentou que os problemas na área da segurança estão sendo atendidos, “mas não somos diferentes de nenhuma capital de turismo do mundo”.
Fonte:http://www.jb.com.br/rio/noticias/2015/04/29/forum-debate-legado-para-o-rio-de-janeiro-pos-olimpiadas/

Líder na Copa, EUA deve ter 200 mil turistas na Rio 2016

Após se destacar – e surpreender alguns – ao enviar 90 mil turistas para o Brasil durante a Copa do Mundo, os Estados Unidos devem embarcar mais do que o dobro para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano que vem. Segundo o cônsul geral dos EUA no Brasil, Dennis Hankin, são esperados 200 mil norte-americanos na Cidade Maravilhosa para a competição, novamente despontando como um dos líderes. 

“Apesar do receio de todos os brasileiros com o Mundial da Fifa no ano passado, o evento foi um sucesso e o Brasil está de parabéns”, elogiou Hankin. “Para os jogos do ano que vem esperamos 200 mil visitantes norte-americanos, e isso é muito positivo para nós, pois é saudável ter uma relação turística assim entre ambos os mercados.”

Com tradição nos Jogos Olímpicos, os Estados Unidos faturaram o primeiro lugar na última edição da competição, em Londres, com 46 ouros para um total de 104 medalhas. 

Fonte:http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/destinos/2015/04/lider-na-copa-eua-deve-ter-200-mil-turistas-na-rio-2016_113628.html

Riotur cobra da Embratur maior investimento em publicidade

Philippe Campello, subsecretário de turismo do município do Rio de Janeiro, fez um apelo à Embratur, durante debate sobre as oportunidades do momento pós-Olímpico, para que a instituição aposte mais na promoção da cidade. "Eu sei que a Embratur tem outros cinco mil destinos para promover, e a promoção não pode apenas ser focada no Rio de Janeiro. Mas acredito que, nesse momento, o Rio tem que ser a locomotiva e receber o máximo de atenção do órgão", afirmou Campello, que ressaltou que as outras cidades brasileiras vão se beneficiar com a promoção da capital fluminense e com as Olimpíadas. "O governo tem que entender que as Olimpíadas não são apenas do Rio, e sim do Brasil todo", finalizou.

Segundo Campello, a Riotur deseja trasnformar o Rio de Janeiro em uma Smart City, uma cidade modelo que representará o país. Entretanto, a prefeitura ainda enfrenta algumas dificuldades. "A grande diferença das Olimpíadas de Londres é que grande parte do nosso orçamento de branding está sendo usado em obras de infraestrutura turística, como centros de informações turísticas", explica Campello que afirmou que, assim como Barcelona, o Place Branding do país deverá ocorrer durante e após o evento.

Para Roger Tondeur, presidente da empresa MCI, não apostar em promoção é um erro. "Se o dinheiro está indo mais para infraestrutura e menos para promoção, então vocês estão perdendo um grande momento. Quando uma grande empresa tem um investimento para promoção, 1/3 vai para a publicidade, enquanto 2/3 é usado em ações para estimular a publicidade. E eu não tenho visto muito dessa publicidade”, ressaltou. 

Por sua vez, Jordi Carnes, CEO do Barcelona Turismo, afirmou que a promoção é importante para mostrar outras facetas do país. "Como você deseja que o Brasil fiquei conhecido? Pelo samba e pelo fu

tebol, ou que seja além disso? É através da publicidade e estratégias de promoção que se atinge esses objetivos. O trabalho de promoção é um trabalho de coordenação", destacou.

Chris Lynn, vice-presidente para América do Norte e mercados emergentes do London & Partners, enfatizou que o uso da tecnologia e das mídias sociais é de extrema importância para esse momento em que o Brasil se encontra. "A internet é essencial, uma vez que segmenta mercados e nos faz entender e compreender de onde vêm, como funcionam, o que desejam. Durante os jogos essas compreensão nos ajuda a prever quais os mercados que são importantes e interessantes para um futuro investimento", pontua.

Segundo Jackie Grech, diretora Jurídica e Política e conselheira da Associação Britânica de Hotelaria (BHA), portais e sites de reviews são umas das principais ferramentas que podem influenciar na imagem de um país. "Sites como o TripAdvisor, por exemplo, tem uma grande influência no consumidor. De acordo com pesquisas, 90% dos consumidores gerais afirmam que começaram a viagem por uma busca online e 65% se baseiam em alguma review online para decidir qual destino escolher e aonde vão gastar seu dinheiro. Através da internet é possível saber quem são seus consumidores em potencial e seus concorrentes. As mídias sociais por sua vez, representam um grande papel nisso tudo, onde os fatos, bons e ruins são rapidamente publicados no mundo inteiro", explica. Grech ainda afirma que é necessário saber lidar rapidamente com a má publicidade. "As redes sociais vão ditar como a imagem do Rio será vista pelo mundo. Há diversas ferramentas gratuitas, como o Facebook, Twitter, Google etc. disponíveis que ajudam na promoção de um destino", concluiu.

Fonte:http://www.mercadoeeventos.com.br/site/noticias/view/117109/rio-precisa-apostar-em-publicidade-para-olimpiadas